Diretora executiva do JP Morgan acusada de drogar, humilhar e abusar sexualmente de funcionário
Lorna Hajdini, de 37 anos, terá transformado Chirayu Rana, de 35, no seu escravo sexual.
É um caso de abuso de poder que está a agitar o mundo da banca, até porque a vilã é uma mulher. Lorna Hajdini, de 37 anos, diretora executiva do departamento de finanças do banco JP Morgan, em Nova Iorque, está a ser acusada de utilizar a sua posição e influência para assediar e abusar sexualmente de um funcionário júnior.
Chirayu Rana, de 35, diz que Hajdini quis fazer dele um escravo sexual, obrigando-o a praticar atos sexuais não consensuais e humilhantes. A queixa também inclui o depoimento de uma testemunha que afirma que Hajdini a convidou para um 'ménage à trois', segundo o 'New York Post'.
Um amigo da família de Rana estava hospedado num apartamento durante uma visita a Nova Iorque e foi acordado por Hajdini a meio da noite. Ele afirma que tentou voltar a dormir, mas a executiva, "completamente nua e alcoolizada", voltou a acordá-lo, sentou-se a seu lado e acendeu um cigarro, pedindo-lhe que "se juntasse a eles" no quarto. Ao recusar várias vezes, Hajdini disse-lhe: "Você sabe que eu sou dona de [informação omitida], então é melhor vir juntar-se a nós." Depois, ela voltou para o quarto, onde Rana implorou: "Você tem de ir embora. Eu não vou fazer isso. Por favor, pare."
Hajdini saiu do apartamento mais tarde naquela noite e Rana, que é casado, contou ao amigo como ela o "assediava constantemente e o forçava a ter relações sexuais com ela em diversas ocasiões".
Uma segunda testemunha diz que Rana lhe confidenciou, em meados de 2024, que uma mulher do seu local de trabalho - identificada como Hajdini - estava a "tornar a sua vida num inferno" com assédio e chantagem. A mesma testemunha revelou que, mais tarde, viu os dois juntos na rua: "Ela beijou o pescoço de Rana e agarrou-o, enquanto ele parecia desconfortável."
Rana afirma que Hajdini o drogou com Flunitrazepam, também conhecido como 'Boa noite, Cinderela', e com Viagra em diversas ocasiões e chegou a repreendê-lo por ele estar a chorar enquanto ela lhe fazia sexo oral.
No seu depoimento, Rana afirma ter sido diagnosticado com Transtorno de Estresse Pós-Traumático em outubro de 2025, o qual atribui às supostas agressões. Ele disse sofrer de privação de sono devido a pesadelos recorrentes, flashbacks, episódios de desmaio e "desregulação da raiva".
Na semana passada, o advogado de Hajdini negou todas as acusações: "Ela jamais se envolveu em qualquer conduta inadequada com esse indivíduo e nunca sequer esteve no local onde o suposto abuso sexual teria ocorrido."
Um porta-voz do JP Morgan disse ao 'New York Post': "Após uma investigação, não acreditamos que essas alegações tenham qualquer fundamento."
De acordo com a denúncia, o suposto abuso começou quando os dois começarem a trabalhar juntos em 2024. Hajdini terá forçado o subalterno a sair com ela, depois de este a ter rejeitado várias vezes. “Se não fizeres sexo comigo vou arruinar-te. Nunca te esqueças: tu pertences-me”, terá ameaçado, ao mesmo tempo que lhe prometia uma promoção: “Vais ter de merecer”.
Numa ocasião relatada no processo, Hajdini terá obrigado Rana a chupar-lhe os dedos do pé, depois empurrou-o para o chão e sentou-se na cara dele, dizendo repetidamente que era dona dele e que controlava o seu destino profissional. Rana ainda tentou encontrar emprego noutras empresas, mas nunca conseguiu.
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