Eu conto como foi: Adelaide Ferreira

Uma cantora de excepção

17 de janeiro de 2010 às 10:32
importa Foto: Direitos reservados
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É em 1976, no Grupo Dramático de Évora, que Adelaide Ferreira caminha pelas artes teatrais, impressionando quem a viu na altura. Tinha um toque especial. E foi o encenador João Lourenço que a chamou para o Grupo 4 – Teatro Aberto. São actuações variadas, muito felizes. Destaque para ‘O Caso da Mãozinha Misteriosa’, do genial Ary dos Santos. E é protagonista em ‘Marx Fritsh’, recebendo os maiores aplausos.

Surge a cantora de excepção. Grava os primeiros trabalhos discográficos. É Paulo de Carvalho que atenta no seu talento e a voz poderosa capta todas as atenções. E como ela soube sempre cantar.

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José Fonseca e Costa integra-a no elenco do filme ‘Kilas o Mau da Fita’ e Adelaide ganha posição de actriz segura. Quando grava ‘Baby Suicida’ a sua imagem galvaniza todo o meio e o sucesso é tremendo. Já em ‘Trânsito’ fica como marca registada de um estilo muito pessoal.

Em 1984 vence o prémio de interpretação no Festival RTP, com ‘Quero-te, Choro-te, Odeio-te, Adoro-te’. E no Festival da OTI o seu segundo lugar, com ‘Vem no meu Sonho’, é largamente anunciado pela imprensa estrangeira.

É em 1985 que sai vencedora do Festival RTP, com ‘Penso em Ti’, e representa Portugal. Estive lá e confirmo o êxito grandioso da artista, sem promoção alguma. Na altura ela afirmou publicamente: "Se, por um lado, foi muito bom, porque me revelou como intérprete de baladas, por outro a minha participação na Eurovisão foi muito frustrante e desgastante, porque víamos o investimento que os países faziam nas suas canções, o que não acontecia com a promoção das nossas músicas."

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Adelaide Ferreira vestia-se luxuosamente pelo estilista José Carlos, que criou um modelo super para a noite de gala, sendo ela considerada pela imprensa internacional "a mais elegante" do certame.

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