Eu conto como foi: Natalina José

É uma das figuras mais queridas pela forma como espelha os seus bonecos.

25 de outubro de 2009 às 18:06
importa Foto: Direitos reservados
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A escriturária da antiga Lanalgo dos anos 60 é inscrita pelos colegas de trabalho, sem que ela saiba, para o concurso da revista ‘Rádio & Televisão’ da época. Escolhida entre outras finalistas, acaba por vencer o concurso na categoria de ‘Melhor Fadista’. A partir dali o tempo era mesmo de espectáculos variados. Estreia absoluta na RTP em ‘O Senhor da Serra’. E foi um outro passo para o Teatro Maria Vitória na revista ‘Ó Pá, Não Fique Calado’ (1962), ao lado da grande Aida Baptista. Um estrondoso sucesso.

Nas ‘Melodias de Sempre’ criou bonecos de muita graça, que ficaram no imaginário colectivo. Ela, além de saber cantar, foi sempre uma actriz de excepção e na sua forma peculiar de ser figura do povo, nessa alfacinha de gema, nascida por sinal no Estoril, mas a amar Lisboa como ninguém. Aquela mulher esguia, morena, muito bonita, a dar nas vistas com as suas graças brejeiras e no canto, encanto das suas cantigas. A voz melodiosa a saber dar conta dos temas escolhidos.

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O Teatro Maria Vitória deu-lhe momentos únicos e, em revistas inesquecíveis ao lado de Ivone Silva, Henrique Santana e até Marina Mota, com quem teve um percurso grandioso no género. Em novelas televisivas a estreia de ‘Palavras Cruzadas’, na RTP. Na TVI que marca definitivamente o seu género popular de actriz.

Interpreta vários personagens. Destaca-se em ‘A Filha do Mar’, ‘Queridas Feras’, entre outras, ganhando projecção com ‘Os Bons Vizinhos’ ou ‘Não há Quem Viva’. Raul Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz levam-na ao famoso ‘E o Resto São Cantigas’, da RTP, e é ela, que ao lado de Amália, tem bonitas intervenções. Natalina José marca um outro estilo. Na forma bonita de ser artista no nosso país. Aplausos fartos nunca irão faltar.

UMA ACTRIZ MARCANTE NO TEATRO

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Em 1987, Natalina José recebeu o troféu de Melhor Actriz pela revista ‘Lisboa o Tejo e Tudo’, no ABC, na gala da ‘Nova Gente’. Nos dias que passam continua a ser uma das figuras marcantes de muitos espectáculos por todo o país. Sobretudo na revista itinerante ‘É só Rir’, ao lado de Octávio de Matos. 

SEMPRE PRONTA A TRABALHAR

Natalina José é uma mulher que o tempo não apagou. Continua activa, sempre pronta a trabalhar nas séries televisivas, ou até no cinema, onde teve interpretações raras em vários filmes de bons realizadores. De sorriso permanente, é sempre chamada de bem-disposta. Além disso tudo, é uma mãe e uma avó babada. Aplausos fartos nunca irão faltar. 

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