Princesa Aiko enfrenta situação insólita
Filha única do Imperador do Japão não pode suceder ao pai por ser mulher. Muitos querem que a lei mude.
A princesa Aiko, do Japão, está a viver uma situação insólita: é a única filha do Imperador Naruhito, mas segundo a lei do país não pode assumir o trono – que é meramente simbólico e não implica acesso ao poder político – por ser mulher.
Por muito que os súbditos a adorem, Aiko, de 24 anos, está condenada a não passar de filha do Imperador. Mais. Quando se casar, se decidir fazê-lo, perde imediatamente o título de princesa para passar à condição de simples plebeia.
Daí que haja, neste momento, uma grande discussão no país do sol nascente: muitos pedem a alteração da lei (que data de 1947) para que uma mulher possa vir a ser declarada imperatriz do Japão.
Uma sondagem realizada recentemente revelou que 61% dos japoneses querem ver Aiko no trono, contra apenas 9%que se opõem a tal situação.
Tal como está a lei, por morte – ou abdicação – de Nahurito, de 66 anos, sucede-lhe o irmão mais novo, Akishino (de 65), sucedendo-lhe o filho deste, o príncipe Hisahito, de 19 anos, primo de Aiko. É o único filho homem da sua geração.
Nos últimos anos, vários países europeus, incluindo a Suécia, os Países Baixos e o Reino Unido, mudaram as leis de sucessão, passando a valer a ordem de nascimento e não o género.
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