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Mark Ruffalo é defendido por Joaquin Phoenix e mais de 180 personalidades judias após acusações de antissemitismo

Ator foi acusado pela Paramount de recorrer a "estereótipos antissemitas" depois de criticar a fusão com a Warner Bros. e denunciar alegadas ligações empresariais com Israel.

02 de setembro de 2026 às 10:54

Mark Ruffalo recebeu uma onda de apoio de mais de 180 personalidades judias da indústria do entretenimento e de outras áreas, depois de ter sido acusado pela Paramount de utilizar "estereótipos antissemitas". Segundo a 'Variety', entre as centenas de nomes que assinaram uma carta em defesa do ator estão Joaquin Phoenix, Jonathan Glazer, Joel Coen, Todd Haynes, Ilana Glazer, Hannah Einbinder, James Schamus, Emma Seligman, Tony Kushner e Wallace Shawn.

A polémica surgiu no contexto da proposta de fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery. Ruffalo, conhecido pelo papel de Hulk no universo Marvel, criticou publicamente o negócio e questionou as possíveis consequências da concentração de poder na indústria dos media.

Numa publicação feita nas redes sociais a 21 de agosto, o ator foi ainda mais longe e estabeleceu uma ligação entre a família Ellison, associada à Paramount, a Oracle e o conflito entre Israel e a Palestina. Ruffalo acusou os responsáveis de serem cúmplices do que classificou como "genocídio" contra os palestinianos e chamou a atenção para as ligações da Oracle às forças armadas israelitas.

As declarações provocaram uma forte reação da Paramount, que acusou o ator de recorrer a "estereótipos antissemitas" no contexto de uma disputa empresarial. A acusação foi também criticada por Ruffalo, que rejeitou categoricamente a ideia de que as suas declarações fossem dirigidas contra a comunidade judaica. "Criticar as ações do primeiro-ministro israelita, um contrato de tecnologia militar ou os executivos que o fornecem não é o mesmo que criticar o povo judeu", defendeu o ator.

Agora, mais de 180 personalidades judias decidiram manifestar publicamente o seu apoio a Ruffalo. Numa carta divulgada esta terça-feira, o grupo denuncia aquilo que considera ser uma "campanha de difamação" contra o ator e acusa os seus críticos de utilizarem de forma "falsa e perigosa" acusações de antissemitismo para silenciar opiniões.

"Somos artistas, escritores, profissionais criativos, líderes religiosos e pensadores judeus que, em resposta à escandalosa campanha de difamação contra o nosso estimado colega Mark Ruffalo, temos uma mensagem simples para partilhar com o mundo: Já chega! Chega de utilizar de forma falsa e perigosa as acusações de antissemitismo contra aqueles que têm a coragem de apontar o óbvio: que o ataque ao povo palestiniano e o ataque às nossas liberdades no nosso próprio país estão profundamente interligados, e que não há nada de antissemita em reconhecer esse facto", pode ler-se no documento.

A carta termina com uma declaração inequívoca de apoio ao ator: "Estamos orgulhosamente ao lado de Mark Ruffalo e de todas as pessoas decentes que se levantam corajosamente e dizem a verdade ao poder."

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