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Um festival de... tendências

O SBSR é, provavelmente, o festival que mais transformações sofreu no seu modelo, na sua forma e no seu conteúdo.

14 de julho de 2018 às 00:30

História... É provavelmente o festival que mais transformações sofreu no seu modelo, na sua forma e no seu conteúdo. É o evento musical que mais mudou de cara e de local na história dos festivais em Portugal. Começou por se realizar na Gare Marítima de Alcântara em Lisboa, passou pelo Passeio Marítimo de Algés, pela Praça Sony, durante a Expo’98, assentou arraiais no Parque Tejo, em 2004, onde ficou durante quatro anos, em 2008 realizou-se simultaneamente em Lisboa e Porto, passando pelos estádios do Bessa e do Restelo, e em 2010 descobriu o Meco.

Foi amor à primeira vista. O casamento com a paisagem, o sol e a praia ainda deu a ideia de que estava finalmente encontrado o sítio certo, mas em 2015, o SBSR voltaria à cidade, ao Parque da Nações. E é lá que se realiza este ano, uma vez mais, a sua 24ª edição. Com o tempo, o SBSR mudou também o seu próprio conceito de festival rock e passou a quase festival alternativo.

No ano passado até se ouviu Fernando Pessoa através de projeto Alexander Search. O evento que, nos seus velhos tempos acolheu nomes incontornáveis como Faith No More, Morphine, Paradise Lost, Massive Attack, Rage Against the Machine, Korn, Lenny Karvitz, Iggy pop, Marilyn Manson, Metallica, Arcade Fire, Prince, Iron Maiden ou Slayer, oferece, este ano, aquele que é, por ventura, o cartaz menos rock e imponente da sua história, certamente o menos consensual, mas também o mais corajoso. O SBSR deixou de ser um festival virado para as massas e mais para as novas tendências. É um festival com menos consagrados e mais novos valores. No final que se façam as contas...

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