"A minha saúde não tem preço"
António Feio nega ter feito qualquer balanço ao que já gastou nos tratamentos ao cancro no pâncreas e recusa falar de números.
O actor e encenador nega ter feito qualquer balanço ao que já gastou nos tratamentos ao cancro no pâncreas e recusa falar de números. Para já tem vários projectos em vista, tanto no Porto como em Lisboa, e em Maio estreia-se como avô.
– Já fez as contas ao que já gastou com a sua doença?
– Não, não fiz as contas. A minha saúde não tem preço. Não quero explorar esse aspecto nem especular sobre esse tipo de assuntos.
– Os seus tratamentos em Londres têm estado a resultar?
– Vou fazer novos exames, provavelmente acontecerá daqui a cerca de um mês.
– Já se sente melhor?
– Os tratamentos correram bem, estou à espera de aferir os resultados. Como também estou a fazer quimioterapia, não sei destrinçar o que pode haver de melhor em relação ao que estou a fazer em Londres – radioterapia – e à quimioterapia, que agora é diferente da que já fiz. Claro que vou tendo alguns efeitos secundários dos tratamentos mas penso que estão mais ligados à ‘químio’, embora não exclua alguns efeitos da radioterapia.
– Esses efeitos secundários manifestam-se como?
– Cansaço e má-disposição.
– Como correu a estreia da peça ‘Auto da Barca do Infermo’, para crianças?
– Está a correr muito bem. A peça tem tido uma aceitação muito grande, tanto por parte dos alunos como, principalmente, dos professores, que entendem que é bom a nível pedagógico.
– Tem mais projectos em mente?
– Tenho um convite para encenar a Seiva Trupe, no Porto, e depois, em Setembro ou Outubro, um outro projecto com o José Pedro Gomes e outros actores para o Casino Lisboa.
– E em Maio vai ser avô...
– Estou muito feliz. Para já é uma estreia e tenho enormes expectativas em relação ao bebé. É algo muito bonito. Ainda não sei bem o que é esta coisa de ser avô.
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