Apesar do dinheiro, família de Bruno Fernandes não quis ir para a Arábia Saudita
Rejeição da proposta do Al Hilal teve muito a ver com motivos familiares.
Nos últimos dias muito se tem falado do futuro do capitão do Manchester United. A viver uma fase difícil no clube de Inglaterra, que acabou esta época em 15.º lugar e perdeu a final da Liga Europa, seria de esperar que Bruno Fernandes quisesse rumar a um clube onde obtivesse mais alegrias. Neste sentido, o clube saudita Al Hilal chegou-se à frente e fez uma proposta ao internacional português que lhe podia granjear muitas alegrias, sobretudo pela quantia milionária que lhe estava a ser oferecida: 77 milhões de euros por ano.
No entanto, as esperanças do antigo clube do treinador português Jorge Jesus caíram por terra. Durante a conferência de imprensa de antevisão ao duelo da Seleção portuguesa frente à Alemanha, Bruno Fernandes admitiu que rejeitou a proposta. "Houve essa possibilidade, a presidente ligou-me há um mês, houve um tempo de espera para pensar, estaria disposto se o Manchester United achasse que era hora de seguir em frente", afirmou.
O criativo do Manchester United apelidou a proposta saudita de "ambiciosa" mas, segundo o próprio, nunca foi uma questão financeira. Frisou ainda que a decisão que tomou teve que ver com motivos desportivos, uma vez que ainda tem negócios inacabados no futebol europeu: "Quero manter-me no mais alto nivel. Ainda me sinto capaz disso. Estou feliz com a minha decisão".
Ainda na conferência, Bruno Fernandes também destacou o papel da esposa, Ana Pinho, na tomada da decisão que poderia mudar por completo as suas vidas: "Após falar com a minha mulher, perceber que seria aquilo que queria para o meu futuro. Nunca foi a decisão dela, sempre me apoiou".
Na verdade, a imprensa já tinha dado conta que a mulher do antigo jogador do Sporting e os filhos não estavam muito entusiasmados com a perspetiva de deixar o Manchester United para jogar na Liga Saudita, fator que pesou na decisão de Bruno Fernandes. O facto foi avançado pela jornalista Sacha Tavolieri que afirmou que "a família Bruno Fernandes não está convencida ir para a Arábia Saudita".
A forma como as mulheres são vistas naquele país, berço do islamismo, deve ter pesado na decisão do jogador e da mulher, que têm dois filhos - Gonçalo, de quatro, e Matilde, de oito.
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