Bárbara Feio: "O meu pai era excelente pessoa"
Bárbara Feio tem encontrado no filho, Dinis, de oito meses, a força de que necessita para superar a morte do pai, António Feio.
Bárbara Feio tem encontrado no filho, Dinis, de oito meses, a força de que necessita para superar a morte do pai, António Feio. Radiante com o papel de mãe, não esquece, no entanto, a imagem do pai e quer criar uma espécie de museu, onde possa expor os objectos que lhe pertenceram.
– O Dinis já tem oito meses. Como estão a correr os primeiros tempos da maternidade?
– Tem sido uma experiência maravilhosa. A maternidade é a melhor sensação do mundo. Só quando uma pessoa passa pela experiência é que realmente consegue aperceber-se. É uma criança muito saudável, feliz. É uma lufada de ar fresco no meio de tudo o que tem acontecido.
– Depois da morte do seu pai, António Feio, é o Dinis que lhe dá forças para encarar o dia-a-dia?
– Pode dizer-se que é um bom foco para o pensamento estar em coisas mais alegres. É uma distracção muito boa, ocupa imenso tempo, e mostra-me que por mais que aconteçam estas coisas a vida é uma renovação.
– Vai falar do seu pai ao Dinis para que o tome como um exemplo?
– Sem dúvida. Farei tudo para mantê-lo vivo, focando as coisas mais positivas.
– E quais é que são?
– A determinação, o facto de ser uma excelente pessoa, a força que teve perante situações adversas, a frontalidade, honestidade...
– Além do seio familiar, tem outra ideia para manter a imagem do seu pai sempre viva?
– Sim. Há partes do nosso luto que ainda precisam de ser respeitadas. Vamos tendo ideias, mas têm de ser concretizadas à medida que os nossos sentimentos o permitem. Estamos a tentar ter um espaço com o nome dele, que honre a sua memória e onde possamos expor os seus objectos pessoais e profissionais.
– Será um museu?
– O meu pai ficaria contente se não fosse só um museu, preferia uma coisa mais interactiva. Mas ainda está tudo em aberto.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt