Carlos Areia: "A Cristina é mais difícil de dobrar"

11 de maio de 2010 às 08:44
importa Foto: João Cortesão
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Carlos Areia foi operado a uma hérnia cervical de difícil diagnóstico. A doença aproximou as filhas da companheira cuja desunião fez correr rios de tinta, mas a recuperação voltou a afastá-las. Elas resistem, mas ele não desiste.

- Como está a decorrer a recuperação?

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- O processo é lento mas sinto-me bem. Numa escala de um a dez, estou um oito, de saúde física e mental. O esqueleto responde aos estímulos, a cabeça mantém-se lúcida e o humor permanece intacto.

- A doença uniu as mulheres da sua vida. Filhas e companheira mantêm--se unidas?

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- Costumo dizer que fui operado à cervical e não à família... Durante a doença, houve uma aproximação que me criou muita expectativa. Pode ter sido um primeiro passo mas faltaram os outros e rapidamente voltou tudo ao normal, ou seja, não se falam.

- Há ‘acordos territoriais' no sentido de evitar constrangimentos?

- Tem havido mas vai deixar de haver. Por exemplo, quando ando em digressão, a Rosa Bela, minha companheira, nem sempre vai comigo para não se cruzar com a Cristina que, além de minha filha, trabalha comigo. Não há agressões mas há silêncios penosos.

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- Quem é a mais dura de dobrar?

- A minha filha Cristina, mas ela lá terá as suas razões e eu respeito. Tenho consciência de que isto só acontece por tanta gente gostar de mim. A doença veio servir de prova, nem tudo foi mau. Sempre pautei a vida por essa maneira de estar e de ser: não forçar nada nem ninguém. Deixar que as coisas aconteçam sem pressões ou obrigações...

- Perdoou à sua companheira as mentiras que minaram a relação dela com todos à sua volta?

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- Completamente. As mentiras foram explicadas e superadas, nomeadamente, a da idade... Tendo eu 65 e ela 18, se alguém tem de se assustar com a diferença de idades é ela, não sou eu!

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