Cristina Areia: "Estive sempre triste por dentro"
Cristina Areia confessa que fez a série ‘Camilo, o Presidente’ "com lágrimas por dentro" e não ficou satisfeita com a sua ‘Edite Sardinha’
Cristina Areia confessa que fez a série ‘Camilo, o Presidente’ "com lágrimas por dentro" e não ficou satisfeita com a sua ‘Edite Sardinha’ "porque não havia condições de trabalho". Apesar disso, não quer entrar em polémica com Camilo.
– Camilo de Oliveira diz que perdeu por ter posado nua. O que acha?
– Não vou comentar nem entrar em polémicas. As pessoas vão fazer os seus julgamentos. Fiz uma única declaração até agora. Disse que não voltava a trabalhar com o Camilo e que não ia fazer a segunda série de ‘Camilo, o Presidente’ se me convidassem.
– Tem razões de queixa de alguém, nomeadamente do Camilo?
– Não quero nenhum tipo de confusão, porque só tenho a dizer bem da SIC e da produtora CBV. Foram espectaculares comigo. Quanto ao resto não vou falar.
– Ficou satisfeita com o papel de secretária do ‘Presidente Camilo’?
– Não fiquei satisfeita com a minha prestação porque não havia condições psicológicas para fazer humor. O humor é uma coisa muito séria e difícil. É preciso haver um bom ambiente de trabalho, sobretudo com quem se está a contracenar. Quando as pessoas estão com lágrimas por dentro não conseguem fazer humor. Foi muito difícil, dei o meu melhor, sei que a produtora e o canal ficaram satisfeitos. Cumpri a gravação dos 13 episódios, de manhã à noite, sempre com cara alegre mas muito triste por dentro. Foi o trabalho mais difícil que fiz até hoje.
– Porquê?
– Porque fazer humor assim é violento. Não conseguia estar com o estado de espírito para fazer humor. Tenho de agradecer aos técnicos, maquilhadores, cabeleireiros que me ajudaram, criei uma grande amizade com eles. Foi o lado bom.
– Sente-se vítima?
– Não, de todo. Isto que se passou comigo se calhar aconteceu com outros actores. Eu fui a única pessoa a falar deste assunto.
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