DJ Poppy: "Tenho estes medos irracionais”
DJ Poppy, nome artístico de Iolanda Mendonça, foi uma das primeiras mulheres que, há quase 20 anos, começou a passar música em bares.
DJ Poppy, nome artístico de Iolanda Mendonça, foi uma das primeiras mulheres que, há quase 20 anos, começou a passar música em bares. Operada há uma semana, regressa ao trabalho amanhã.
– É verdade que, pela segunda vez, fugiu de um hospital após uma anestesia geral?
– Eu não gosto muito de hospitais e entro em parafuso só de pensar que tenho de lá dormir. Com a cirurgia mamária e, agora, com a hérnia inguinal na virilha, convinha passar a noite em observação. Mas quando chega a hora de dormir, entro em pânico e fujo.
– Quem são os cúmplices destas suas fugas?
– Sempre os mesmos, principalmente a minha mãe, que eu venço sempre pelo cansaço. O meu irmão e os meus amigos também não são muito bons a dizer-me ‘não’.
– Conhece a origem desse medo?
– Não, de facto não sei. É um medo de dormir ali. Por um lado por ficar sozinha e, por outro, rodeada de gente que não conheço...
– Ao acordar da anestesia geral teve um ataque de pânico?
– Nem por isso. Lembro-me de acordar da anestesia com uma única preocupação: fumar e comer.
– Esta cirurgia tem vindo a ser adiada pelo medo?
– Juntou-se o medo de hospitais ao tédio de estar parada e o resultado foi aguentar enquanto foi possível. E, depois, havia o trabalho que eu não queria perder e organizei tudo de maneira a voltar ao trabalho já amanhã, no Twins da Foz do Porto.
– E como é que se entende com os médicos de quem foge?
– Na verdade, faço fugas legais. Desta vez, pedi de joelhos para não me fazerem dormir no hospital e à meia-noite em ponto lá consegui a alta. E a essa hora vim de Portimão para Lisboa, com a minha mãe a conduzir, claro. Cheguei a casa às duas e meia da manhã. Tenho estes medos irracionais mas, para compensar, também sou uma pessoa muito prática.
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