"É preciso saber para transgredir"

Vicky Fernandes, especialista em consultoria de imagem, apresenta hoje o segundo livro no qual a etiqueta é o pretexto para falar de comportamentos.

05 de novembro de 2009 às 08:53
importa Foto: Pedro Catarino
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Vicky Fernandes, especialista em consultoria de imagem, apresenta hoje o segundo livro no qual a etiqueta é o pretexto para falar de comportamentos. O dos portugueses não é mau, mas a falta de pontualidade é imperdoável. Há até lição sobre beijar.

– Apresenta hoje o seu segundo livro de etiqueta. Ficou por dizer o quê em relação ao primeiro?

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– O primeiro livro chamava-se ‘Saber Estar’ e, tal como este, ‘Chic em Qualquer Ocasião’, tratava da importância da gestão da imagem, porque é com ela que comunicamos. Num como noutro, a etiqueta não é protagonista, mas figurante. O segundo é uma extensão do primeiro, funciona como um manual de consulta rápida e decorre das dúvidas que me foram colocadas...

– E as mais recorrentes são?

– Os códigos servem para ser descodificados, mas é preciso saber para transgredir... A gaffe mais recorrente é talvez a da troca de talheres, mas, atenção, a vergonha não está em atrapalhar-se, mas em atrapalhar-se por tão pouco!

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– Revela-nos uma gaffe sua?

– Uma muito comum a que também não escapo é a de esquecer o nome de alguém com quem tenho de falar... A saída airosa é esperar que alguém diga o nome sem ter de o perguntar, isso, só in extremis.

– E quantos beijos são politicamente correctos numa saudação?

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– Pois, essa questão não é linear porque decorre da moda, da geografia. Em Cascais, onde moro, a regra é um só, mas entre seguir a tendência e deixar alguém em pose de espera, opto por dar dois.

– A sua formação artística, pintura e joalharia, sugere uma atitude mais boémia do que clássica.

– A função da etiqueta não é oprimir, mas libertar, aproximar e não distinguir entre quem cumpre e quem não cumpre. É isso a arte.

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– Os portugueses sabem estar?

– Os portugueses sabem comportar-se, mas têm um grande defeito que é a não-pontualidade. É quase uma característica nacional, mas não deixa de ser imperdoável. Temos de mudar. 

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