Novos Sons: Sara Tavares - Como atingir o nirvana
Ao terceiro álbum, confirma-se que a cantora está a seguir o caminho que quer
Quando, em 1994, Sara Tavares vencia o ‘Chuva de Estrelas’ muitos traçaram-lhe um futuro: o de fazer uma carreira de ‘mainstream’, provavelmente a cantar canções de outros compositores portugueses ou versões de sucessos internacionais. Pela mão de Rosa Lobato Faria, havia de conquistar a vitória no Festival da Canção com ‘Chamar a Música’. Dois anos depois, lançava ‘Sara Tavares’ e ‘Shout!’, onde o gospel imperava mas onde se sentia uma Sara competente mas insatisfeita.
Todo este caminho é legítimo e, porventura, necessário para que Sara Tavares tenha decidido, a dada altura, fazer e trazer cá para fora o que alguns provavelmente desconheciam e que, durante o período em que andou entre concursos e festivais, esteve adormecido. É que, ao mesmo tempo que Sara é uma intérprete de uma voz única, é também uma compositora de mão-cheia cujo coração urgia procurar as suas verdadeiras raízes.
O passo de Sara Tavares teve tanto de inusitado como de corajoso. Procurar o que nos move é, provavelmente, um dos maiores feitos a que alguém pode almejar. ‘Mi Ma Bô’ foi a primeira ruptura, tímida mas sentida, ‘Balancê’ foi o descolar de tudo aquilo a que estava anteriormente ligada e em ‘Xinti’ pode dizer-se que atingiu um pequeno ‘nirvana’ musical.
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