Paulo Raimundo e o futebol: "O meu coração tem duas cores"
Secretário-geral do PCP recorda quando vivia nas instalações do estádio António Coimbra da Mota, no Estoril.
Os pais trabalharam no Estoril e chegaram a viver nas instalações do estádio António Coimbra da Mota. A ligação ao futebol surgiu cedo para Paulo Raimundo, que hoje se encontra dividido.
"Nasci em Cascais e o meu pai era massagista e roupeiro no Estoril. Aliás, viviamos dentro do estádio, mesmo atrás da baliza, onde havia uma janelinha pela qual o meu pai entregava a roupa aos jogadores antes de estes irem para o balneário", começa por contar o secretário-geral do PCP no podcast 'Bom Partido', de Guilherme Geirinhas. "Quando o meu pai veio embora ofereceram-lhe muito equipamento. E por isso fiquei com o Estoril no coração, porque eu era o rei da minha rua, até tinha equipamento de guarda-redes! Depois comecei a torcer pelo Boavista", continua o político, que agora é benfiquista, apesar de o pai e do irmão serem adeptos do Sporting.
"Costumo dizer que o meu coração tem duas cores: o vermelho do Benfica, o amarelo do Estoril e o verde do Vitória de Setúbal", brinca.
Durante a conversa, o líder comunista lembrou uma entrevista ao 'Record', em 2022, quando regressou à Amoreira, pois viveu os primeiros anos paredes meias com o recinto do Estoril. E quando abordava o tema, Geirinhas recordou um aspeto curioso.
"Pesquisei coisas e tu foste o candidato que me obrigou a consumos mais capitalistas pois tive de subscrever o Record Premium para ver essa entrevista", brincou o humorista, que ficou a conhecer a história de Paulo Raimundo depois de ler a reportagem no jornal desportivo.
"Quando fui ao Estoril com o Record, consegui apontar onde era a casa dos meus pais", disse Paulo Raimundo a Geirinhas.
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