Pedro Miguel Ramos: "Ninguém se está a despedir do Meco”
Pedro Miguel Ramos, empresário, abriu há oito anos o Amo.te Meco, o primeiro dos quatro bares da marca. Ao contrário dos rumores,
Pedro Miguel Ramos, empresário, abriu há oito anos o Amo.te Meco, o primeiro dos quatro bares da marca. Ao contrário dos rumores, o benjamim da marca não só não faliu como se prepara para fechar o ano com lucro. A prioridade é agora um hotel e mais produtos licenciados.
– Confirma-se a falência do benjamim da marca, o Amo.te Meco?
– Não, de todo. Do Meco só vêm boas notícias. Nos dois últimos anos, tem fechado no Inverno e aberto no Verão e assim vai continuar. Estamos a trabalhar para, no próximo Verão, estarmos em mais do que um espaço na aldeia, nomeadamente num grande festival, que foi onde e como o Meco começou e a que queremos voltar.
– Mas, em concreto, está a ser feito o quê pela marca?
– O Amo.te Meco, com todo o crescimento da marca, é o único espaço que não tem um restaurante, ao contrário do que acontece com os outros três espaços: Tejo, Lisboa e Chiado. Estamos concentrados em fazer evoluir a marca para a hotelaria, a curto e médio prazo queremos um hotel amplo.
– A requalificação não passa então pela eliminação de espaços?
– Claro que não. Estamos a repensar o espaço, aliás, em anos anteriores, nesta altura, também não estávamos abertos, mas ninguém se está a despedir do Meco.
– Mas houve despedida em Gaia...
– Pois houve. Depois de cinco anos, fechámos há três. Escolhemos o cais de Gaia com base numa estrutura que acabou por não se concretizar e que teria sido mais bem-sucedida na Foz ou Matosinhos.
– Efeitos reais da crise?
– A crise não nos bateu à porta e, a vinte dias de fechar o ano, temos em 2009 um dos nossos melhores anos de sempre. Se olharmos para os oito anos da marca, vemos que a crise já lá estava. Acontece que o nosso conceito de lucro ultrapassa a restauração. A marca abriu portas a outras oportunidades de negócio, tal como o licenciamento dos produtos que temos lançado.
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