Pierce Brosnan defende Roman Polanski

O actor irlandês não desculpabiliza o crime de abuso sexual praticado pelo cineasta, mas apela às autoridades para que resolvam rapidamente o caso

13 de dezembro de 2009 às 16:52
importa Foto: Brainpix
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Pierce Brosnan saiu em defesa do cineasta franco-polaco Roman Polanski, que permanece em prisão domiciliária no seu chalé em Gstaad, região famosa pela sua estância de esqui nos Alpes suíços, à espera de uma decisão das autoridades judiciais daquele país sobre o pedido de extradição para os Estados Unidos apresentado pela Justiça americana. Em causa está um incidente de abuso sexual de uma menor de 13 anos, crime praticado e confessado pelo próprio realizador em 1977 no Estado da Califórnia.

"Conheço a história deste homem e o meu coração está com a sua família, a mulher e os filhos. Espero que este episódio seja resolvido rapidamente", afirmou o actor irlandês de 56 anos, mundialmente conhecido como um dos protagonistas dos filmes de James Bond.

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"Esta situação é lamentável e muito triste. O que aconteceu foi errado em todos os sentidos, mas só queria que este homem tivesse este caso encerrado de uma vez por todas neste momento da sua vida", prosseguiu Brosnan. "Ele é um realizador magnífico, um verdadeiro ícone no mundo do cinema. E só espero que a justiça seja feita com alguma dignidade e compaixão e, sobretudo, de forma rápida", concluiu o actor.

Apelo em nome do passado conturbado de Polanski

Ao apelo feito pelo artista irlandês não é alheia a idade do cineasta, que completou já 76 anos, bem como o seu percurso de vida atribulado.

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Polanski passou pelos campos de concentração nazis durante a II Grande Guerra e enfrentou em 1969 o brutal assassinato da sua segunda mulher, a actriz americana Sharon Tate (que estava grávida de oito meses do primeiro filho do casal), às mãos da família Manson, liderada pelo tristemente célebre psicopata Charles Manson.

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