Polanski transferido por questões de segurança

O cineasta foi levado ontem para outro centro de detenção, antes de seguir hoje finalmente para o seu chalé, onde vai cumprir prisão domiciliária.

04 de dezembro de 2009 às 07:51
importa Foto: Brainpix
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O cineasta franco-polaco Roman Polanski, de 76 anos, foi transferido ontem, na véspera da data prevista da sua libertação, da prisão de Winterthour, onde se encontrava detido desde o passado dia 26 de Setembro, para um outro centro de detenção por 'razões de segurança'.

Folco Galli, porta-voz do ministério da Justiça suíço, informou no final da tarde de quinta-feira que o realizador foi conduzido para um local secreto, mas escusou-se a especificar os motivos de segurança que levaram a esta súbita antecipação da saída do realizador de cinema.

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Ainda segundo Galli, Polanski vai ser transportado finalmente hoje para o seu chalé em Gstaad, região famosa pela sua estância de esqui nos Alpes suíços, onde vai permanecer em prisão domiciliária sob vigilância electrónica a aguardar a decisão das autoridades judiciais sobre o pedido de extradição para os Estados Unidos apresentado pela Justiça americana.

Foi aliás em cumprimento do mandato de captura internacional emitido pelos serviços americanos que a Suíça decidiu deter o cineasta no aeroporto de Zurique à sua chegada ao país para participar num Festival de Cinema onde iria receber um prémio de carreira.

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Para todo este processo, e apesar de não ter sido confirmado oficialmente, é de presumir que o realizador terá já efectuado o depósito de três milhões de euros de fiança, montante fixado pelo tribunal penal federal de Bellinzone, no sul do País, para permitir a transferência de Polanski de uma prisão convencional para prisão domiciliária.

Roman Polanski envolveu-se em todo este imbróglio ao fugir dos Estados Unidos em 1977, quando obteve liberdade condicional para aguardar julgamento num caso de abuso sexual de uma menor, que teve lugar nesse ano na Califórnia. O Crime foi confessado, aliás, pelo próprio realizador às autoridades norte-americanas, sem nunca ter sido julgado porém, como é vontade da Justiça californiana, mesmo agora, 32 anos depois dos factos terem ocorrido.

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