Promessas de amor multiplicam-se como lágrimas: 15 casais abençoados nos casamentos de Santo António

Dez casais deram ontem o nó na Sé de Lisboa e cinco casaram pelo civil no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa.

13 de junho de 2024 às 01:30
Depois dos casamentos, os 15 casais levaram um banho de multidão na Praça do Município
Desfile. Recém-casados percorreram ruas da Baixa, desde a sé até à Praça do Município, sob aplausos de populares
Grupo. Os dez casais que contraíram matrimónio religioso na Sé de Lisboa posaram no final da cerimónia em conjunto
Sé de Lisboa. Um dos casais coloca uma rosa branca como devoção a Nossa Senhora
Lisboa. Cerimónia religiosa realizada na Sé de Lisboa marcada pelo requinte
Paços do Concelho. O autarca Carlos Moedas foi o anfitrião da cerimónia civil realizada na Câmara Municipal de Lisboa

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Rolaram lágrimas, houve promessas de amor eterno e ouviram-se conselhos para um enlace duradouro. Foram 15 os casais que ontem se uniram nos já tradicionais Casamentos de Santo António, um dos eventos mais marcantes das Festas de Lisboa.

Houve 37 candidatos e foram escolhidos inicialmente 16 casais, mas um deles foi excluído porque, alegadamente, já era casado. O Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa abriu portas para os cinco casais que optaram por realizar o matrimónio pelo registo civil.

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Vera Ferreira, de 35 anos, desempregada, não conteve as lágrimas quando entrou no salão. O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, casado há 24 anos, deixou conselhos para que o casamento dure.

"O amor é uma flor frágil que tem de ser regada todos os dias", afirmou, lembrando que "a participação nesta cerimónia é também uma responsabilidade" e desejando que os casamentos possam durar "50 anos".

Na Sé de Lisboa, foram realizados os restantes 10 casamentos, numa cerimónia religiosa pontuada por momentos de muita emoção. Seguiu-se o desfile dos casais transportados em tuk-tuk até à Estufa Fria, onde teve lugar a cerimónia do copo-d’água.

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O dia intenso terminou com os noivos a marcarem presença na Avenida da Liberdade, durante o desfile das marchas populares. Os casamentos de Santo António começaram em 1958, foram interrompidos em 1974 e regressaram em 1997.

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