Rita Andrade: “Enquanto sonhar sou feliz”

Aos 29 anos, a apresentadora do ‘Fama Show’ confessa ser uma mulher realizada. Tem a profissão que adora e uma vida familiar fantástica

27 de novembro de 2010 às 10:30
importa Foto: Jorge Paula
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Aos 29 anos, a apresentadora do ‘Fama Show' confessa ser uma mulher realizada. Tem a profissão que adora e uma vida familiar fantástica.

- Acaba de completar 29 anos. Como se sente?

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- Sinto-me muito feliz, tanto pessoal como profissionalmente.

- A barreira dos 30 causa-lhe algum tipo de receio?

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- Não. Receio apenas as coisas más da vida, as idades têm sempre qualquer coisa de novo e de positivo.

- Olhando para a sua vida, qual é o balanço que faz?

- O balanço é positivo. Continuo a ter metas por alcançar e objectivos a prosseguir. Enquanto sonhar, sou feliz.

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- A Rita sempre disse que gostaria de ser mãe por volta dos 30 anos. Ter o seu filho Gustavo aos 28 foi a melhor altura?

- Foi, sem dúvida! Foi uma gravidez planeada e muito desejada. É o melhor da vida. É ‘a' vida! O Gustavo dá-me a certeza, todos os dias, de ter tomado as opções certas e força para tentar ser sempre melhor a cada dia que passa.

- Como é a Rita Andrade como mãe?

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- Sou orgulhosa pelo filho que tenho e muito dedicada. Dou sempre o melhor que posso dar, e só assim faz sentido a maternidade. Basta um sorriso dele para o meu dia ser feliz.

- O Gustavo está prestes a completar um ano. Como é o Gustavo?

- É muito sorridente e carinhoso. Come bem e dorme bem. Já tem cinco dentes e gatinha pela casa toda. Adora e ri às gargalhadas com brincadeiras com o pai. Se está doente ou com sono, só quer mãe... É, acima de tudo, um bebé muito amado e feliz.

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- Receia pelo seu futuro?

- Tenho sempre pensamento positivo e esperança. Portanto, acredito sempre num futuro melhor, seja qual for a situação em que me encontro.

- Com um trabalho na televisão, consegue ser uma mãe presente?

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- Sim, consigo. Tudo passa por uma boa gestão de tempo. Tenho o privilégio de ser apaixonada pelo meu trabalho, e isso facilita a gestão dos esforços que faço para dar tudo, tanto na vida pessoal como profissional.

- O Gustavo já a viu na televisão? Como é que ele reagiu?

- Aos dez meses, o Gustavo ainda não entende que é a mãe... Até porque é estranho a mãe estar ao lado dele e, simultaneamente, na TV.

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- Com uma carreira exigente, como gere o tempo para a família?

- Sempre que não estou a trabalhar, aproveito para estar em família. Como já referi, uma boa gestão do tempo é mesmo fundamental.

- Profissional, mãe e mulher... Consegue arranjar tempo a dois para estar com o marido? Há tempo para namorar?

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- Sempre! O Gustavo deita-se por volta das 21h00, e depois aproveitamos para jantar e conversar. Continuo apaixonada pelo meu marido e temos uma relação com alicerces fortes, pilares à prova de bala.

- Celebrou dois anos de casamento. Qual é o segredo da vossa relação?

- É amar, respeitar e conversar.

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- Como é o Nuno [Ramos] no papel de marido?

- Excelente. Mima-me muito.

- E como pai?

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- É um pai que ama os filhos. Sem eles não respiraria! Brinca imenso com eles e impõe o respeito necessário tradicionalmente atribuído à figura paterna. O Gustavo e a Catarina [filha de uma anterior relação de Nuno] são duas crianças muito amadas!

- A vinda do Gustavo alterou de que forma as vossas vidas?

- Alterou as rotinas. Agora, até às 21h00, o Gustavo é a alegria da casa. Depois temos o tempo a dois. Alterou tudo... Para muito melhor, mais alegre e mais feliz.

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- Falando de alegria, já falta pouco para o Natal. Comemora essa data?

- Eu adoro o Natal. É claro que há sempre o consumismo associado ao Natal, que é a parte mais negativa. Mas há um lado muito positivo: se não houvesse Natal não haveria, pelo menos, uma vez por ano solidariedade de massas. O Natal é muito especial para mim em termos de tradição familiar. É um dia feliz em que há muita comida na mesa, graças a Deus. O meu pai é pródigo em convidar pessoas que não têm a sorte de poder ter uma mesa com a comida que a minha tem desde sempre. Em momentos melhores ou piores, nunca faltaram animação e os presentes, muitas vezes os simbólicos. Os meus pais dão-me sempre a mesma coisa, um pijama, e eu adoro. Espero que neste ano eles mantenham a tradição.

- É católica?

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- Perder-se a tradição da família no Natal é perder-se uma parte da nossa História. Sou católica mas não vou à igreja com regularidade. Aprecio estar em família, comove-me quem não pode ter a mesa como eu a vou ter, e por isso faço a minha parte: ajudo, sou solidária sempre que posso, e o meu maior desejo de Natal é que todos possamos ter comida na mesa ano após ano. E para aqueles que neste ano estão a sofrer, que pensem que no próximo ano vai ser melhor.

- E neste ano o seu Natal será ainda mais especial. É o primeiro que o Gustavo celebra...

- Ele terá quase um ano [o primeiro aniversário é a 10 de Janeiro]. Vai achar, no mínimo, estranho e bizarro tanta gente junta e montes de papéis. Vai adorar. Acho que o meu filho não vai gostar tanto dos presentes mas sim dos embrulhos. Já percebi isso, cada vez que há um brinquedo ele liga mais à caixa.

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- Já começou a fazer as compras de Natal, em especial para o seu bebé?

- Sou a típica portuguesa, a que deixa os presentes para a última hora. Mas compro sempre muito mais do que devo para o meu filho. Mais para ele do que para mim, e não quero que lhe falte nada, como qualquer mãe. É claro que neste ano vou aproveitar para lhe comprar alguns presentes, mas muitos não... Acho que os suficientes. Vai ser o Natal mais feliz de sempre. Como qualquer bebé, ele gosta de brincar com coisas simples: bola é com ele. É incrível, eu bem lhe compro brinquedos didácticos mas o meu filho o que gosta mesmo é de brinquedos simples. Quero dar-lhe uma educação com amor e carinho, valores importantes, como o Natal indica.

- Já está ansiosa pelo momento de fazer a árvore de Natal com o Gustavo?

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- Só se for para ele a destruir. Ele vai adorar as bolas penduradas no pinheiro. Vamos ver quanto tempo a árvore se aguenta lá em casa.

- Recentemente, fez uma produção bastante sensual para a revista masculina ‘GQ'. Como foi fazer este trabalho já depois de ter sido mãe?

- Foi um desafio que aceitei logo pois considero a ‘GQ' uma revista de muito bom gosto. Adorei fazer este trabalho e senti-me muito satisfeita quando vi o resultado. Senti-me uma mulher bonita! Isso faz bem ao ego e a todos os que nos rodeiam.

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- O seu corpo mudou depois de ter sido mãe?

- É curioso, porque estou exactamente com as mesmas medidas, o que, para mim, é óptimo.

- De que forma lida com a exposição do seu corpo?

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- Como disse, a exposição teve o resultado pretendido. Foi um trabalho de fotografia muito bom. A maquilhagem também estava fantástica. Adorei tudo.

- Falando de trabalho, como vai o ‘Fama Show'?

- O ‘Fama' continua na liderança de audiências e continua a reinventar-se todos os domingos. Tornou-se um magazine indispensável para quem quer conhecer o lado mais glamouroso e menos acessível da vida das estrelas.

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- O programa tem sofrido algumas mudanças: primeiro foi a saída de Orsi Fehér, a chegada da Andreia Rodrigues, agora é a Cláudia Borges que está de licença de maternidade... Como encara estas mudanças?

- ... E a Laura Figueiredo, que entrou agora para substituir a Cláudia durante este período de ausência. Vejo estas mudanças, sejam elas temporárias ou definitivas - como foi o caso da Orsi -, sempre de forma positiva. O ‘Fama Show' tem conseguido adaptar-se às necessidades e aos gostos dos portugueses e temos conseguido gerir as mudanças de que fala de forma a dar sempre mais a quem está em casa a assistir ao programa.

- A Rita Andrade é um dos rostos mais conhecidos da SIC. O que gostaria de fazer mais na televisão?

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- Gostaria de apresentar um formato como o ‘Peso Certo' [‘Biggest Loser'], programa da SIC Mulher, ou um programa como o ‘Daily Show', de Jon Stewart. Mas por enquanto o que quero fazer é o ‘Fama Show' a 100%, e durante os próximos anos. O ‘Fama' permite-me crescer enquanto profissional: apresento, faço reportagem, acompanho a edição, e o Daniel [Oliveira] aceita e fomenta a criação das nossas ideias e inovações no programa. Tem sido bom e será, a cada domingo, melhor.

- A representação faz parte dos seus horizontes?

- Sim. Não foi por acaso que estudei essa área e fiz teatro tantos anos. Mas o que mais aprecio fazer são personagens desafiantes, as opostas de mim. Recentemente, fui convidada para um projecto muito interessante mas que divulgarei mais daqui a uns meses. É uma área que me atrai desde sempre.

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INTIMIDADES

- Quem gostaria de convidar para um jantar a dois?

- O meu marido é sempre a melhor companhia para mim, mas se a pergunta permite improbabilidades... a Oprah Winfrey ou o Jack Nicholson.

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- Não consigo resistir a...

- Tanta coisa... Não resisto ao beicinho do meu filho, a tudo o que é doce, sejam chocolates ou palavras, a um pedido de desculpas sentido e merecido... Não resisto a um mergulho no mar frio e revigorante da praia do Guincho.

- Sinto-me melhor quando...

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- Os que amo estão felizes.

- O que não suporta no sexo oposto?

- A falta de sentido de humor e o egoísmo.

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- Qual é o seu pequeno crime diário?

- Não digo ‘amo-te' a quem amo todos os dias... Mas sinto-o.

- O que seria capaz de fazer por amor?

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- Seria capaz de dar a minha vida pelo meu filho, sem hesitar.

- Complete: a minha vida é...

- ... um livro bonito, complexo e feliz. Sem monotonia!

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