Rita Guerra contra a violência
A cantora foi convidada para ser madrinha do projecto '(O)Usar & Ser Laço Branco - Um não à violência entre os pares'
Rita Guerra foi convidada para ser madrinha do projecto '(O)Usar & Ser Laço Branco - Um não à violência entre os pares', desenvolvido pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC).
A cantora, que acaba de lançar o álbum 'Luar', aceitou abraçar o projecto de sensibilização para o fenómeno da violência nas relações de intimidade por conhecer casos que lhe são próximos e por entender que importa denunciar e informar para que situações dessas não se repitam.
"Conheço vários casos próximos e, infelizmente, quando é assim ficamos mais alerta. Ficamos mais vulneráveis à dor que conhecer estas situações nos provoca, mas também com mais energia para lutar contra isso", afirma Rita Guerra.
Sobre o facto de neste projecto se procurar combater a violência nas relações de intimidade desde as primeiras relações de namoro, e de essa tarefa ser desenvolvida por jovens (do ensino superior) que educam outros jovens (a partir do ensino secundário), Rita Guerra sustenta que "quanto mais cedo se começa a pedagogia, a criação de hábitos novos que vão contra alguns dos piores usos e costumes dos povos, melhor".
No caso concreto deste projecto, a autora de 'Sentimento' observa que as vantagens são ainda maiores: "Estamos a falar de um combate que é feito por quem está a ter formação em saúde sobre o assunto; e estamos a falar de uma aproximação de jovens a jovens, que facilita sempre a comunicação e a quebra de resistências à absorção correcta da mensagem. Por tudo isto, estão naturalmente de parabéns e merecem o meu aplauso!"
Mãe de três filhos, Rita Guerra explica que, no caso dos seus dois rapazes, sempre teve a preocupação de os alertar para esta problemática: "Hoje, são dois homens que estão perfeitamente conscientes da necessidade e das vantagens desse respeito. Não pode haver amor a sério onde houver uma migalha de violência", afirma.
O projecto '(O)Usar & Ser Laço Branco - Um não à violência entre os pares' iniciou, em Março, a actividade 'N(AMOR)O (IM)PERFEITO'. Até final deste ano civil, cerca de 18 mil jovens vão ser sensibilizados para a problemática da violência nas relações de intimidade e respectivas consequências. Apoiada pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), a ESEnfC vai realizar workshops (estão previstos 361) sobre 'Violência no Namoro', dirigidos a estudantes do ensino secundário dos distritos de Coimbra, Aveiro, Leiria e Viseu.
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