Rita Redshoes: "Por mim usava sempre uma farda”
A cantora que tem nos sapatos vermelhos o sobrenome e a imagem de marca, aceitou desenhar uma colecção. Mesmo que os seus sapatos façam o sucesso
A cantora que tem nos sapatos vermelhos o sobrenome e a imagem de marca, aceitou desenhar uma colecção. Mesmo que os seus sapatos façam o sucesso dos seus discos, nada fala mais alto do que a música. O segundo disco a solo chega em Maio.
– Corremos o risco de perder a artista para a designer?
– Tinha graça, mas não. Estou gravar o meu segundo disco a solo, que sai no final de Maio e a ensaiar para os concertos. Eu vivo para fazer música. Aceitei este desafio já a pensar em usar nos sapatos os conceitos que me inspiram nas músicas. E assim surgiram os quatro modelos: ‘Arco-Íris’, que me fascina desde menina; ‘Mercúrio’, o deus alado que tem o poder de voar; ‘Piano’, o mais musical e, finalmente, o ‘Sapato Vermelho’...
– Que história deu origem ao fascínio pelos sapatos vermelhos?
– Não é uma mas muitas histórias e em todas o sapato tem a magia de conceder desejos: em ‘O Feiticeiro de Oz’, na ‘Cinderela’, nos ‘Sapatos Vermelhos’. Sempre comprei sapatos vermelhos mas nunca os calçava por timidez. Só mesmo em palco... E não sou muito de moda, por mim, usava sempre uma farda, mas acho piada ao sapato, mas o perfeito seria uma palmilha debaixo do pé.
– Como aconteceu esta parceria?
– Estava eu sossegadinha a fazer música e a marca [Hush Puppies] veio ao meu encontro com uma proposta inicial de patrocinar a banda. Da empatia dessa primeira impressão surgiu o convite. E aceitei fazer os sapatos como faço as músicas: com a magia da inspiração que, só depois, trabalho e muito.
– Mas tratou da concepção do produto ou só deu a imagem por ele?
– Dar só a imagem sem ligação ao produto não fazia sentido. Mas como isto não é a minha vida nem tenho conhecimentos para passar da ideia à prática, chamei a Marta Iola, uma amiga designer... Sinceramente, pensámos que assim que recebessem os primeiros esboços, vinha tudo para trás. Não veio.
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