Rogério Samora: "Não quero ser uma referência"
A completar 52 anos de vida e 32 de carreira, é com uma desarmante frontalidade que Rogério Samora afirma que nunca quis ser actor.
A completar 52 anos de vida e 32 de carreira, é com uma desarmante frontalidade que Rogério Samora afirma que nunca quis ser actor. No dia em que pisou um palco pela primeira vez, começou a ser seduzido até ao vício. E continua porque há ainda muito que aprender.
- Disse há dias que nunca quis ser actor...
- Não o disse há dias, digo-o há anos. A profissão de actor foi-me seduzindo ao ponto de se tornar um vício. A vontade de aprender mais obriga-me a continuar. Ser um actor de referência, ter obra feita são coisas que me assustam. Primeiro, não quero ser uma referência e, depois, está tudo por fazer.
- E o que é que queria ser quando crescesse?
- Acho que nada. Só queria mesmo era crescer. Quis ser médico quando a minha avó adoeceu, depois quis ser arquitecto para construir a casa onde queria morar e por aí fora...
- Como é que nasceu o actor?
- Não consigo explicar por palavras. A resposta mais correcta que lhe posso dar é que o actor nasceu a 28 de Outubro de 1958 às 20h15 e o exercício da profissão a 9 de Novembro de 1978.
- Tem algum papel de referência?
- Não sei o que são personagens de referência. Há umas que correm bem e de que o público não se lembra. Nem eu. Há outras que correm mal e de que toda a gente se lembra. Cada papel tem a importância que cada actor lhe dá.
- Prós e contras da profissão?
- Uma vantagem é chegar a um restaurante sem reserva e conseguir jantar. Uma desvantagem é ser parado numa operação stop e ouvir logo o nosso nome antes de mostrar os documentos. Não será uma desvantagem mas uma simpatia das forças de segurança.
- É um homem de projectos?
- Tenho algumas ideias mas são pessoais... Não gosto de fazer projectos sozinho nem de construir castelos de areia fora da praia. Estou habituado a que o telefone toque. Vou esperando e não me tenho saído muito mal.
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