Rui Veloso: “O disco que mudou a minha vida”

Rui Veloso celebra amanhã 30 anos de carreira no Coliseu do Porto, onde recordará o álbum que deu o ‘empurrão’ à sua carreira

06 de novembro de 2010 às 10:31
importa Foto: João Miguel Rodrigues
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Corria o mês de Janeiro de 1990 quando Rui Veloso entrou finalmente em estúdio para gravar ‘Mingos e os Samurais’. Dizemos ‘finalmente’ porque, embora seja difícil de precisar – inclusive para o próprio –, havia pelo menos dez anos que Veloso e Carlos Tê ansiavam por fazer um disco conceptual. "Lembro-me de já em 1980 ensaiar com o Zé Nabo e com Ramon o ‘Baile da Paróquia’ ainda numa versão muito rock n’ roll, diferente daquela que viria a ser editada", recorda Rui Veloso.

A verdade é que, numa altura em que as editoras tremiam só de ouvir falar num disco duplo (sobretudo por causa dos custos de produção), a dupla Veloso e Tê decidiu mesmo avançar. E em boa hora o fez. Com temas como ‘Não há Estrelas no Céu’‘O Prometido é Devido’ ‘A Paixão’‘Um Trolha D’Areosa’ ‘A Gente Vai na Digressão’, ‘Mingos e os Samurais’ conquistou o que até então nenhum outro disco em português tinha conseguido: sete platinas.

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Vinte anos depois, o disco é reeditado na próxima segunda-feira, numa edição especial de aniversário em digipack com o som remasterizado, a que se junta um DVD-bónus inédito com o filme de um dos míticos concertos realizados no Coliseu dos Recreios em 1990, filmado pela RTP. "Há muito tempo que já não via esse filme e quando o revi recentemente fiquei surpreendido, porque não tinha a ideia de que nós tocávamos tão bem", conta Rui Veloso.

Olhando para trás, o músico não esconde que ‘Mingos e os Samurais’ foi um trabalho ambicioso mas também aquele que viria a mudar para sempre a sua carreira. "Foi o disco que deu o grande empurrão à minha vida. Foi ele, por exemplo, que me deu a possibilidade de comprar uma casa minha, coisa que eu nunca tinha conseguido ter. Bom! A casa ainda não é bem minha, porque ainda estou a pagá-la, mas um dia há-de ser."

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A reedição de ‘Mingos e os Samurais’ acontece no mesmo ano em que Rui Veloso completa 30 anos de uma carreira recheada. Os concertos de aniversário acontecem já amanhã no Coliseu do Porto e no dia 17 no Coliseu de Lisboa. O músico contará (na primeira parte) com os Optimistas, a banda original.

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