Sétima Arte: ‘O Amor é o Melhor Remédio’
A doença pode acabar com o afecto? Uma relação posta à prova pelo incontornável... mas não incontrolável
Estamos em 1996, ano em que o Viagra surge no mercado. ‘O Amor é o Melhor Remédio’ é uma comédia romântica, já se vê, mas com um pezinho na indústria farmacêutica. E na medicina, claro.
Não há melhor cura para os males do corpo do que uma ajuda do coração, já diz o título, e o filme de Edward Zwick (‘Diamante de Sangue’) é uma óptima receita para duas horas de boa disposição... e emoção q.b. Sem pieguices.
O filme questiona as relações na hora das dificuldades, mais precisamente perante a doença. Diz a fórmula (pouco) mágica: ‘Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte nos separe.’ Mas, na hora H, será mesmo assim?
Jamie é delegado de propaganda médica e um mulherengo inveterado. E é em trabalho que conhece Maggie, vítima de Parkinson precoce, ainda com sintomas débeis. Apaixonam-se perdidamente. Ela rejeita o amor antes de ser, ela própria, rejeitada devido à doença.
E conseguirá ele deixar de ser um mau-carácter para se entregar, para sempre, ao amor verdadeiro? Com cenas de nudez intensas, a trama vence na química entre os actores. E numa moral da história que chega até aos corações mais insensíveis...
FICHA
Título original: ‘Love and Other Drugs’
Realizador: Edward Zwick
Elenco: Anne Hathaway, Jake Gyllenhaal
Produção: EUA
Duração: 112 minutos
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