Tensão na Jordânia com visita "inapropriada" de Harry e Meghan
Os duques Sussex estão a criar um conflito diplomático com uma viagem 'oficial' em que não são bem-vindos.
O príncipe Harry e Meghan Markle estão no centro de uma polémica depois da viagem à Jordânia, a convite da Organização Mundial de Saúde (OMS), noticiou o 'Daily Mail'.
Os Sussex chegaram à capital, Amã, na terça-feira à noite, para uma viagem ao estilo de uma digressão real, com uma série de visitas a organizações de solidariedade. A grande diferença é o facto de participarem nos eventos em nome da Archewell Philanthropies e a convite do diretor- geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Apesar dos títulos de duque e duquesa, e das relações de proximidade com a casa real da Jordânia, Harry e Meghan foram desprezados pelo rei Abdullah II e pela rainha Rania. O monarca, que é amigo do rei Carlos III, esteve presente num evento da OMS, em que Harry e Meghan eram esperados, mas acabaram por não comparecer.
Uma fonte disse ao 'Daily Mail' que "não havia qualquer reunião marcada entre o duque e a duquesa [de Sussex] e a família real jordaniana".
O único membro da família real da Jordânia com quem Harry e Meghan estiveram brevemente foi a princesa Basma Bint Talal, tia do atual rei, durante um evento solidário.
A polémica estalou quando Harry e Meghan visitaram um hospital com pessoas feridas em Gaza, sendo acusados de usar "crianças doentes como adereços" na sua viagem. O diplomata palestiniano Abdal Karim Ewaida também classificou os Sussex como "celebridades em busca de publicidade".
"Fico triste por ver que as nossas crianças doentes estão a ser usadas como adereços para celebridades no meio a uma grande operação de relações públicas, quando essas mesmas pessoas ignoraram completamente o nosso sofrimento durante os piores momentos da guerra genocida em Gaza", escreveu nas redes sociais. E acrescentou: "De recordar que o Príncipe Harry sempre se recusou a ouvir os apelos para boicotar a equipa israelita nos famosos Jogos Invictus, dedicados a veteranos feridos."
Depois, o embaixador britânico em Amã, Phillip Hall, viu-se envolvido numa polémica por ter recebido Harry e Meghan para a celebração do Iftar — a refeição feita pelos muçulmanos ao pôr do sol para quebrar o jejum durante o Ramadão.
Apesar de o convite ao casal ter partido da OMS, o ministério britânico dos Negócios Estrangeiros está a ser criticado pela presença dos Sussex no evento. "Eles não são membros da realeza ativos e não representam o governo britânico ou o Reino Unido. Dada a capacidade de dizer coisas inúteis que beiram o político, dar-lhes uma plataforma oficial poderia ser interpretado como se eles estivessem a dizer algo que representa a política oficial do Reino Unido", afirmou o ex-deputado Tim Loughton ao 'Daily Mail'.
O político também afirmou que seria "totalmente inapropriado" se Harry e Meghan tivessem sido convidados do embaixador britânico, considerando que escolheram afastar-se das funções como membros da casa real e que são "pessoas comuns".
Siga aqui o Vidas no WhatsApp para ficar a par das notícias dos famosos
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt