Tribunal liberta Polanski por três milhões de euros
O cineasta de 76 anos pode sair da prisão mediante o pagamento de fiança e permanência em prisão domiciliária sob vigilância electrónica.
O cineasta franco-polaco Roman Polanski, que se encontra detido na Suíça desde 26 de Setembro, deverá deixar em breve a prisão, depois de ter obtido ontem do tribunal penal federal de Bellinzone, no sul do País, a aprovação da sua libertação sob o pagamento de uma fiança de três milhões de euros e permanência em prisão domiciliária.
A ministra da Justiça Eveline Widmer-Schlumpf fez saber que não vê 'qualquer motivo' para se opor à decisão, tanto mais que não terá influência no processo de negociações sobre a extradição do realizador de cinema de 76 anos para os Estados Unidos, onde tem pendente desde a década de 70 um caso judicial de pedofilia.
Para as autoridades suíças, o montante da fiança e a prisão domiciliária sob vigilância electrónica com utilização da respectiva pulseira são medidas de coacção suficientes para evitar que Polanski tente fugir novamente da Justiça.
De acordo com o tribunal, a fiança representa 'uma parte significativa da fortuna' do réu que, 'devido à idade avançada, provavelmente não terá a possibilidade de acumular novamente uma quantia semelhante'. Ainda assim, o cineasta só poderá ser libertado quando forem cumpridos todos os requisitos estipulados, nomeadamente o pagamento da fiança, emissão da ordem de prisão domiciliária e aplicação do sistema de vigilância electrónica.
Além desta decisão, e segundo fontes judiciais norte-americanas, o advogado de Polanski deve pedir agora a absolvição do seu cliente no dia 10 do próximo ao tribunal de Los Angeles, na Califórnia, onde permanece pendente o caso que gerou este pedido de captura internacional. Um caso que data de 1977, ano em que o cineasta fugiu dos Estados Unidos após ter confessado ter drogado e mantido relações sexuais com uma menor.
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