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E se ele afinal não morreu? Este é o rosto do Zé do Pipo! E ele pode estar vivo

As autoridades encerraram o processo sem ponderar que Nuno Batista, mais conhecido como Zé do Pipo, pode ter simplesmente, desaparecido. Este é o seu rosto.

27 de janeiro de 2019 às 21:13

A Polícia Marítima, a PSP, a Polícia Judiciária (PJ), a família, os amigos e os fãs presumem, mesmo sem corpo, que o cidadão Nuno Alexandre Oliveira Batista, de 40 anos – o homem que na última década se mascarou de Zé do Pipo e se tornou um cantor pimba muito popular – se suicidou, atirando-se, ou caindo inadvertidamente ao mar, há dois meses e meio.

E se não foi isso que realmente aconteceu? Isso ninguém – literalmente ninguém – ainda ponderou. E foi o que a revista Vidas foi investigar e publica na revista de sábado, 26 de janeiro. 

Com toda a gente a acreditar que o cantor se suicidou no oceano Atlântico, entre a madrugada do dia 6 e a manhã do dia 7 de novembro, quando o seu automóvel foi encontrado abandonado no estacionamento deserto da praia do Porto da Areia Sul, em Peniche, com o casaco, a carteira e o telemóvel quase sem bateria lá dentro. 

Nuno Batista poderia criar o álibi perfeito para convencer todos de que se terá suicidado, mas também para, pura e simplesmente, criar o cenário ideal para... desaparecer.

Durante dez anos, todas as fotografias que existem de aparições públicas do cantor pimba ao lado das suas bailarinas são aquelas em que se mascarou de Zé do Pipo, com óculos escuros, boina na cabeça, o eterno bigodinho aparado e fatos muito coloridos, com destaque para os amarelos e vermelhos, com o inseparável coletezinho a combinar.

Uma das raras fotografias da popular figura musical, em que não aparece mascarado à Zé do Pipo, foi tirada no início de 2018 quando começou a frequentar assídua e obsessivamente um ginásio perto de casa, na aldeia de Vau, arredores de Óbidos, no centro do País.

Questionada sobre se o casal tinha discutido no dia 5 de novembro, antes de Nuno Batista ter saído, pelas 14 horas de casa, dizendo que ia ao banco e à farmácia a Peniche, a mulher, Celeste Baptista, confrontada pela 'Vidas', nega qualquer desentendimento.

"Não discutimos… Ele não reagia a nada. Ele dizia que se sentia vazio, sem sentimentos", conta, explicando que, antes de ter sido diagnosticado pela primeira vez com a doença bipolar, em julho de 2016, "o Nuno sempre foi uma pessoa alegre e muito animada", remata, inconformada.

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