Com 27 anos de carreira, a cantora faz uma viagem ao passado com a nova digressão, ‘Noites ao Piano’, regressando aos tempos em que tocava em bares
Com 27 anos de carreira, a cantora faz uma viagem ao passado com a nova digressão, ‘Noites ao Piano', regressando aos tempos em que tocava em bares. Com um percurso difícil que a levou a pensar em desistir, hoje considera-se muito feliz e grata.
Correio da Manhã - No dia 12, sábado, inicia uma digressão, desta vez sozinha ao piano...
Rita Guerra - Chama-se ‘Noites ao Piano' e pretende ser uma viagem dos meus 27 anos de carreira. É uma forma de poder chegar a outras zonas do País que não têm estrutura para levar uma banda inteira. É um tipo de actuação e de apresentação de que gosto muito mas que não faço há anos, acho que desde que deixei de tocar em bares.
- Sozinha em palco é mais confortável?
- Com a banda é uma segurança enorme, e eu sei bem o que é actuar com o credo na boca. Estar sozinha ao piano é algo que me é familiar, mas que exige outra responsabilidade. Tenho ensaiado para garantir que estarei descontraída. Mas é um grande desafio.
- Os espectáculos trazem-lhe nostalgia, porque é um regresso ao passado.
- Claro que sim, até porque tenho andado a escolher as músicas que irão constar na grande maioria dos concertos e do nada lembro-me ‘tenho de cantar esta'. Além disso, vou estar mais perto do público, o que me faz lembrar os tempos em que tocava nos bares.
- Olhando para trás, como vê o seu percurso?
- Faço um balanço positivo, com alguns altos e baixos. Estive muito tempo desorientada por ser versátil, mas tenho o azar de gostar de cantar coisas diferentes. Podia ter seguido outro estilo, mas cheguei à conclusão de que é no pop mais romântico que me sinto melhor. Mas há outros caminhos que eu gostaria de desbravar, e ainda vou fazê-lo. Sonhos não me faltam. É uma sorte poder estar no lugar em que estou, fazer o que faço.
- Pensou em desistir?
- Sim, numa altura em que trabalhava no Casino Estoril. Antes do espectáculo, actuava enquanto as pessoas jantavam. Estava no canto de um palco enorme quase às escuras e ninguém me dava atenção. Não estou a cuspir no prato, foi importante para mim. Mas sentia-me vazia. Para se ter uma ideia, até vendi o piano que tinha em casa.
- Em 27 anos continua com vontade de sonhar mais alto?
-Não sou desmesuradamente ambiciosa. Porém, sonho muito e há coisas que quero fazer. Enquanto tiver estrutura e saúde para isso é óbvio que já que aqui estou vou dar tudo por tudo para fazer voar os meus sonhos. n
"SINTO-ME MELHOR AOS 43 ANOS"
CM - No ano passado perdeu um grande amigo, o Beto...
R.G. - Éramos unha com carne. Foi um duro golpe para mim. Ele apoiou-me muito, mas eu também o apoiei imenso.
- A Rita é muito solidária, sobretudo em causas ligadas ao cancro. É por causa de ter perdido a sua mãe, o irmão e o seu tio?
- A minha mãe morreu com um cancro no pulmão, tal como o meu tio, e o meu irmão faleceu com um enfisema pulmonar, mas tinha um tumor na cabeça. Não é só por isso, mas também porque sempre tive este lado solidário.
- Sente falta de não ter a mãe perto de si?
-Sinto, essencialmente pela falta enorme que ela faz ao meu pai. Além disso, queria que ela tivesse acompanhado os últimos anos da minha carreira. Sei que ela ia gostar muito de me ver crescer.
-Tem medo de envelhecer?
- Mais a nível de saúde. Quanto às rugas, tenho pena, mas é inevitável. Agora, gostava de parar no tempo.
- Sente-se melhor aos 43 anos ou quando tinha 20?
- Sinto-me melhor aos 43. Entre os 38 anos e os dias de hoje foi a minha fase de grande descoberta, encontro...
PRETO NO BRANCO
Tem três filhos com idades muito diferentes (Nuno, de 25, Diogo, de 19, e Madalena, de 4...
Acho que fiz muito bem em ter sido mãe pela primeira vez na altura em que fui. Isto porque hoje tenho mais frescura para acompanhar o mais velho. Sinto-me jovem e com uma missão cumprida de 25 anos.
O nascimento da Madalena fê-la mudar?
Os tempos são diferentes, preocupo-me imenso com o crescimento dela. De há 25 anos para cá isto levou uma grande volta. Tenho mais calo e uma carapaça maior, mas assusta-me um bocado.
Voltaria a ser mãe?
O assunto está arrumado, laqueei trompas e agora só por inseminação artificial. A minha missão está cumprida e deixo cá três diamantes.
Como vai o amor?
Serei uma mulher apaixonada para o resto da vida, faz parte da minha natureza. Neste momento, estou apaixonada.
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