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St. Vincent - Infantil e Poderosa

Dois anos depois de ‘Marry Me’, Annie Clark (st. Vincent) lança ‘Actor’, um disco mais intimista e visceral

25 de julho de 2009 às 13:34

Quando ‘Marry Me’ foi editado, grande parte da imprensa musical catalogou Annie Clark como um novo talento emergente do Texas. Destacavam as letras requintadas, inteligentes, a capacidade de fazer arranjos estranhos mas surpreendentemente cativantes, e ainda a enorme legião de fãs (então já em crescimento) que movimenta onde quer que actue.

Além do magnetismo de Annie em palco, as suas actuações são descritas como sendo algo entre o poderoso e o alucinado, uma vez que no universo da compositora habitam mundos cinematográficos tão distantes como ‘Badlands’, ‘A Bela Adormecida’ ou ainda ‘O Feiticeiro de OZ’. O resultado é uma sonoridade quase infantil constantemente pincelada de negro, guitarras com distorção e um toque indelével de Felt Mountain.

‘The Strangers’, a primeira canção do disco, é sintomática do que nos espera: a história de um amor perdido como mote, acordeões parisienses intercalados com arranjos de cordas em forma de cascata delicada e um bombo ‘quatro por quatro’ a colar tudo. Se ‘Marry Me’ (oiçam ‘Now Now’) serviu de introdução de Annie Clark ao Mundo, ‘Actor’ poderá ser o disco do reconhecimento – e o bilhete para sermos espectadores privilegiados dos negros filmes que lhe passam pela cabeça.

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