O organismo sofre com o calor? Conheça aqui a explicação médica
Dias quentes requerem cuidados redobrados. Bebés e idosos são a população mais vulnerável.
O verão chegou num fim de semana marcado por muito calor no País. As altas temperaturas que se farão sentir nos próximos três meses do ano podem ter consequências para a saúde. Embora os bebés e idosos sejam a população mais vulnerável, todos devem estar em alerta para os efeitos do calor.
Quando as temperaturas estão altas, os vasos sanguíneos tendem a dilatar-se para libertar o calor, o que faz com que a pressão arterial diminua e o coração fique sobrecarregado, potenciando a perda de sais minerais. Como consequência podem "existir dores musculares, sensação de fraqueza e cãibras", explica o médico de família Pedro García Ramos, citado pelo La Voz de la Salud. Segundo o especialista, as extremidades do corpo podem ficar inchadas quando os vasos dilatam para arrefecer o sangue. Esta ação do organismo pode levar a tonturas e, até mesmo, desmaios.
O calor afeta a capacidade do organismo regular a temperatura interna. Em casos mais complexos, e depois de muita exposição ao sol e calor, pode verificar-se uma isolação, desidratação e pele muito seca.
Com o calor, é possível que se sinta mais nervoso ou irritado, isto porque o fluxo sanguíneo é redistribuído pela várias zonas do cérebro, diminuindo nas que estão ligadas à parte das emoções. O profissional Pedro García refere que a "pessoa pode sentir-se confusa ou extremamente sonolenta" quando tem uma insolação, que, muitas vezes, é acompanhada por "febre muito alta ou pele excessivamente quente".
Para quem já é doente, os cuidados com o calor devem ser redobrados. Pedro García destaca as doenças cardíacas e a doença pulmonar obstrutiva crónica - a doença broncopulmonar que resulta de uma obstrução das vias aéreas. O efeito do calor ao provocar a dilatação dos vasos sanguíneos, "causa uma queda repentina de pressão que, logicamente, aumenta o risco em situações mais periféricas; por isso, o corpo reage, a frequência cardíaca aumenta e, se o paciente tiver uma arritmia prévia, isso prejudica muito o seu funcionamento e pode levar ao colapso", clarifica o médico.
As altas temperaturas também tendem a dificultar a respiração de quem já tem as membranas mucosas inflamadas.
Proteja-se
Os dias quentes requerem cuidados redobrados. Beber água com frequência é fundamental para evitar uma desidratação, assim como evitar a exposição solar durante as horas em que a radiação ultravioleta (UV) é mais elevada. Nestes dias, a sombra passa a ser um amigo, assim como as roupas frescas e respiráveis.
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