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Breve história de uma engenheira química apaixonada por cosmética

Com uma licenciatura em engenharia química e o sonho de criar um negócio próprio, Catarina lançou Catarina Barbosa Skincare, uma marca de beleza que homenageia mulheres portuguesas que marcaram a História.
Por Joana Moreira 19 de Fevereiro de 2021 às 18:03
Catarina Barbosa, fundadora da marca de beleza Catarina Barbosa Skincare
Catarina Barbosa, fundadora da marca de beleza Catarina Barbosa Skincare FOTO: D.R.
Ainda trabalhou dois anos em fábricas, mas o desejo de ter uma marca sua falou mais alto. "Sempre tive uma grande preocupação com a pele e interessava-me muito pelos produtos cosméticos e pelos ingredientes que eram utilizados", conta Catarina Barbosa, 29 anos. Depois de se formar em Engenharia Química ("porque sempre gostei de processos industriais, transformação e toda a sua envolvência"), foi pesquisar mais sobre ingredientes e conhecer quais as alternativas naturais que existiam no mercado. "Decidi aliar a minha paixão pela cosmética aos meus conhecimentos em química e criar a minha própria linha. Tive que complementar a minha formação com estudos na área de desenvolvimento e formulação de cosméticos. A partir daí foi toda uma experiência, desde a projeção do laboratório, adequar todas as normas para o seu funcionamento, à colocação do produto final no mercado", relata.

Em 2019 lançou a marca com o nome "Catarina Barbosa Cosmétiques", mas foi este ano que, fruto de um rebranding, nasceu a "Catarina Barbosa Skincare".

A jovem de Vila Nova de Milfontes tem Tata Harper como uma das suas inspirações na indústria da beleza: "criou a sua empresa e fórmulas do início e hoje é uma marca muito reconhecida na área da cosmética natural de luxo. Todos os produtos dela são excecionais e todo o percurso que fez até aos dias de hoje é muito inspirador!", diz.

Tal como a mulher que a inspira, também Catarina concebeu uma marca cuja filosofia assenta na naturalidade e sustentabilidade. Os produtos são desenvolvidos e produzidos em Portugal, no laboratório da marca no litoral alentejano. As matérias-primas são provenientes de Inglaterra, França, Itália e Alemanha. "No início não foi fácil encontrar fornecedores com as mesmas precauções éticas que as nossas, mas conseguimos! Ainda hoje continuamos a procurar novos fornecedores e ingredientes que há no mercado", explica, acrescentando que "apenas os testes de estabilidade e dermatológicos são realizados num laboratório externo".

Catarina Barbosa Skincare

Os nomes dos produtos? Amália, Maria ou Beatriz

Ao criar a marca, Catarina sempre teve como objetivo homenagear mulheres "pelos seus feitos e conquistas". Foi assim que surgiu a ideia de cada produto representar uma mulher portuguesa. O óleo facial Amália é o bestseller. É "uma maneira de inspirar outras mulheres e de dar a conhecer um pouco da história de Portugal a todo o mundo", diz.

Há ainda a máscara Carolina, inspirada em Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher portuguesa a votar, a máscara Florbela, inspirada na poetisa Florbela Espanca, e o sérum Maria, em memória de Maria de Lurdes Pintasilgo, a única mulher primeira-ministra portuguesa.

Os nomes vão surgindo naturalmente na fase de investigação e desenvolvimento do produto, mas só no fim é que se decide a nomenclatura final. Há exceções, como um sérum que "já tem o nome decidido desde o início", confessa Catarina. "É um produto especial e sempre soube que nome queria dar: Sophia". Chega em 2021.

Nos últimos meses, e contrariamente ao que se possa pensar, Catarina Barbosa diz que as vendas da marca aumentaram. Em Portugal, os produtos vendem-se através do site próprio, e só lá fora é que a marca está presente em lojas físicas. "Neste momento vendemos para retalho em Espanha, Bélgica, Alemanha, Polónia e Hong Kong", diz.

Catarina não esconde, porém, que ter um espaço em Portugal está nos seus planos: "no futuro pretendemos ter uma Boutique SPA, um SPA de luxo com venda dos nossos produtos". Até lá, este novo ano promete três lançamentos: um bálsamo, uma essência e o sérum Sophia.

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