Barra Cofina

Insuficiência cardíaca ameaça meio milhão de pessoas. Saiba como evitar a doença

Número de doentes vai subir de 400 mil para 500 mil em 40 anos.
Por João Saramago 25 de Janeiro de 2020 às 01:30
Perante uma dor no peito profunda deve  contactar um médico
Perante uma dor no peito profunda deve contactar um médico FOTO: IStockPhoto
Há o risco de, em 40 anos, existir meio milhão de portugueses com insuficiência cardíaca. A doença atinge hoje 400 mil pessoas. O crescimento previsto resulta do envelhecimento crescente da população, associado a maus hábitos alimentares, vida sedentária e consumo de tabaco.

A doença mata hoje metade dos pacientes cinco anos após realização do diagnóstico. Uma preocupação para o Grupo de Estudos de Insuficiência Cardíaca da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (GEIC), que aponta fragilidades no sistema de saúde como a falta de organização efetiva no acompanhamento e tratamento destes doentes e com o desconhecimento geral sobre esta doença.

Silva Cardoso, coordenador do GEIC, explica que "sendo o Serviço Nacional de Saúde um dos melhores a nível mundial, não faz sentido que o acompanhamento e tratamento dos doentes com insuficiência cardíaca seja tão incompleto e tão pouco eficiente, como se revela atualmente, e sem uma estratégia eficaz de abordagem aos doentes". O especialista acrescenta que "temos diversas áreas da Cardiologia em que prestamos cuidados de saúde de elevada qualidade, como é o caso concreto da Via Verde Coronária ou a Via Verde para o acidente vascular cerebral, e é necessário fazer também da insuficiência cardíaca uma prioridade nacional".

"Acreditamos que esta desorganização nos cuidados e falta de eficiência se deve a um profundo desconhecimento em relação à doença, quer por parte da população em geral como até, possivelmente, de alguns setores da comunidade médica", acrescentou. O número de internamentos por insuficiência cardíaca cresceu em 33% entre 2004-2012.
Notícias Recomendadas
Bem Estar e Nutrição

Café, beber ou não beber e quanto?

O café é benéfico para o organismo, segundo conclui uma equipa de investigadores americanos. Mas tudo depende do tipo e da quantidade do mesmo.