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Apanhar sol reduz risco de morrer com Covid-19 em 52%, conclui estudo

Investigadores da Universidade de Boston descobrem que a vitamina D tem papel-chave no combate à infeção pelo novo coronavírus.
Por Pedro Zagacho Gonçalves(pedrogoncalves@cmjornal.pt) 26 de Setembro de 2020 às 08:31
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Um novo estudo defende que a vitamina D pode ser um aliado de peso no combate à Covid-19: segundo investigadores da Universidade de Boston, doentes infetados com o novo coronavírus e internados em unidades hospitalares têm menos 52% de hipóteses de morrer da doença se tiverem níveis "suficientes" e regulares da vitamina, conhecida como a ‘vitamina da luz do sol’.

A vitamina D tem um papel-chave no reforço do sistema imunitário e pode ajudar a combater inflamações e infecções, pelo que o mesmo princípio é aplicado à infeção com o novo coronavírus. A investigação observou que alguns grupos populacionais, como os idosos, que são mais suscetíveis à morte pela infeção, têm deficiência de vitamina D, o que sugere que a substância tem influência direta em quem apanha a doença, quem tem mais sintomas e quem escapa por completo à infeção pelo novo coronavírus.

O investigador responsável pelo estudo, Michael Holick, já tinha concluído anteriormente que, caso uma pessoa tenha bons níveis de vitamina D no organismo, tem 54% menos hipóteses de apanhar o novo coronavírus. Agora, "este estudo prova com evidências concretas e diretas que vitamina D suficiente reduz as complicações no estado de saúde do doente e, em última análise, mesmo a morte por Covid-19", explica o autor do estudo.

A investigação apurou ainda que a vitamina ajuda no combate à doença e minimiza os efeitos e sintomas no organismo. Os pacientes que tinham baixos níveis de vitamina D têm 46% mais risco de necessitarem de serem intubados ou desenvolverem complicações respiratórias decorrentes da Covid-19.

Na investigação, foram retiradas amostras de 235 doentes internados com Covid-19 no Teerão e verificou-se que 67% dos pacientes tinha níveis de vitamina D inferiores a 30ng/ml, considerado "o suficiente". Acredita-se que cerca de 60% dos idosos nos lares de todo o mundo tenham deficiência de vitamina D. Os participantes no estudo que tinham níveis acima de 40ng/ml apresentaram a taxa de mortalidade mais baixa (6,3%) enquanto esta taxa foi mais alta nos casos de deficiência da substância (20%).

A luz do sol é a principal fonte de vitamina D: quando somos expostos a raios ultravioleta, a radiação reage com o colesterol existente na pele e causa a produção da vitamina. Com o período de confinamento decretado em muitos países, no início da pandemia, verificou-se também que  as taxas de deficiência de vitamina D nas populações disparou.

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