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Videojogos não causam comportamentos violentos

Um novo estudo revela que não há provas que liguem videojogos a comportamentos violentos levados a cabo pelos jogadores.
23 de Julho de 2020 às 12:42
A história da responsabilização dos videojogos por em tiroteios em massa é longa. Columbine, Christchurch e dezenas de outros tiroteios foram ligados a comportamentos violentos que podem ter sido influenciados por jogos eletrónicos. Mas um novo estudo revela que videojogos não levam pessoas a atos de violência.

O estudo levado a cabo por uma equipa da Universidade de Massey, na Nova Zelândia, analisou 21 mil jovens à volta do mundo, revendo ainda 28 estudos que tinham procurado uma ligação entre tiroteios e este tipo de jogos. E o resultado publicado na revista científica Royal Society Open Science esta quarta-feira mostrou que há uma mínima correlação entre jogar jogos em consolas e violência que não é considerada suficiente para instigar a comportamentos agressivos. Foram analisados estudos publicados desde 2008 e maior parte deles mostrava uma ligação muito reduzida entre os jogos e a violência. Um estudo de 2011 mostrava mesmo que não havia qualquer relação entre os dois objetos de estudo.

"A investigação atual é incapaz de, neste momento, sustentar a hipótese de que jogos de vídeo violentos tenham um efeito expressivo na violência juvenil", refere o artigo científico.

O estudo contradiz ainda a teoria comum de que um jogo torna os jogadores gradualmente mais violentos e que chega um momento de rutura em que essa pessoa tem de descarregar a agressividade através de atos violentos. Segundo este estudo, mesmo os efeitos menores não têm uma influência na agressividade porque não foi detetado um fator acumulativo, bem pelo contrário.
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