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Bochechar boca com elixires orais pode travar disseminação do Covid-19

Cientistas alemães alertam que uso de líquidos de higiene oral não curam pessoas infetadas com coronavírus.
Por Correio da Manhã 13 de Agosto de 2020 às 17:30
Testes realizados em laboratório apresentaram resultados promissores
Testes realizados em laboratório apresentaram resultados promissores FOTO: Getty Images

Lavar a boca e gargarejar com elixires orais durante 30 segundos pode reduzir o risco de disseminação do coronavírus.

A teoria, defendida por especialistas da Universidade do Rurh num artigo publicado no Jornal das Doenças Infecciosas, explica que a lavagem regular da boca com aqueles produtos pode diminuir a carga viral e limitar a transmissão do Covid-19.

Estudos iniciais promissores

Segundo o texto publicado pelo diário britânico The Sun, os cientistas testaram oito elixires que se podem encontrar em qualquer supermercado ou farmácia.

Em ambiente laboratorial, os líquidos foram misturados com partículas virais e com uma substância que recria o efeito da saliva. A mistura foi depois agitada durante 30 segundos para simular o gargarejo de um indivíduo.

Todos os testes confirmaram a redução efetiva das partículas virais, ao ponto de três bochechos indicarem que o vírus deixou de ser detetado após meio minuto de exposição.

Já em maio, cientistas da universidade galesa de Cardiff tinham sugerido que lavar a boca e gargarejar com elixires orais poderia "matar" o coronavírus.

A teoria foi secundada por colegas da Universidade de Edimburgo, na Escócia. ao afirmarem que o gargarejo com água salgada poderia também ser efetivo no combate à propagação do Covid-19.

Covid-19 não é curado por elixires orais

Os cientistas da universidade alemã sediada em Bochum alertam, no entanto, que são necessários testes mais aprofundados para comprovar o efeito dos elixires bocais na travagem da disseminação do coronavírus.

E, mais importante, sublinham os académicos, é que o uso dos elixires para regular a higiene oral não significa que as pessoas fiquem curadas ou imunes ao Covid-19.

"Bochechar a boca com elixires orais não inibe a produção do vírus nas células", sublinha Toni Meister, o cientista que liderou a equipa de virologistas da Universidade do Ruhr.

"No entanto, pode reduzir a carga viral a curto prazo, que é de onde vem o maior potencial de infeção, nomeadamente, na cavidade oral e na garganta".

O uso de elixires orais "pode ser útil em situações específicas, como a ida ao dentista ou no atendimento médico de pacientes" infetados com o Covid-19.

A equipa científica quer agora avançar no terreno com testes em indivíduos infetados para confirmar a eficácia e duração destes líquidos de higiene oral na redução da propagação do coronavírus.

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