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Estudo associa água da torneira ao cancro

Ministério do Ambiente garante que se pode beber à confiança.
Por Ana Maria Ribeiro 16 de Janeiro de 2020 às 01:30
Água da torneira
Torneira
Torneira
Água da torneira
Torneira
Torneira
Água da torneira
Torneira
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Os resultados de um estudo espanhol divulgado esta quarta-feira dão como certo que em 6500 casos anuais de cancro na bexiga (cerca de 5% de todos os casos na Europa, incluindo em Portugal) podem ser atribuídos à exposição a químicos (trihalometanos) na água potável.

Segundo a investigação, estas substâncias, usadas para desinfetar a água que sai da torneira, são altamente tóxicas, uma informação confirmada ao CM pelo urologista Fernando Calais da Silva. "O artigo está muito bem feito e a informação que contém é credível. Acontece que a água da torneira não está sempre má – esporadicamente há picos que ficam fora de controlo", explicou.

Os países com maior incidência de casos de cancro da bexiga atribuíveis à exposição ao trihalometano são o Chipre (23%), Malta (17%), Irlanda (17%), Espanha (11%) e a Grécia (10%). Portugal regista uma incidência de 9,1%.

"São os países pobres, com piores infraestruturas e piores condições para tratar as águas. Este problema só se resolve a nível governamental", conclui Calais da Silva. Contactada pelo CM, a EPAL - Empresa Portuguesa das Águas Livres garantiu que "cumpre todos os valores paramétricos, de acordo com a legislação em vigor".

Já confrontado com a informação, o ministério do Ambiente e da Ação Climática vai mais longe. "A taxa de cumprimento relativamente ao trihalometano é de 99,4%. Os incumprimentos, muito marginais, são comunicados à autoridade da saúde, num prazo de um dia útil.

É possível garantir à população que pode beber água da torneira com confiança".
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