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As verdades e os mitos sobre os alimentos afrodisíacos

A ciência não reconhece o potencial afrodisíaco dos alimentos, mas reconhece que a imaginação tem neste campo um papel importante.
Por Vanessa Fidalgo 8 de Agosto de 2020 às 10:07
A vontade  sexual pode ser associada  a determinados alimentos  e ambientes
Muitos encaram o chocolate como afrodisíaco
O sexo está associado à comida
As ostras são afrodisíacas
A vontade  sexual pode ser associada  a determinados alimentos  e ambientes
Muitos encaram o chocolate como afrodisíaco
O sexo está associado à comida
As ostras são afrodisíacas
A vontade  sexual pode ser associada  a determinados alimentos  e ambientes
Muitos encaram o chocolate como afrodisíaco
O sexo está associado à comida
As ostras são afrodisíacas
É caso para dizer que um pecado nunca vem só. Afinal, a gula pode ser um ótimo aliado do prazer, quando é chegado o momento de ser criativo e apimentar a relação.

O rei dos alimentos afrodisíacos será certamente o piripíri, mas há outros a concorrer com os calores provocados pelo picante: chocolate, morangos, gengibre, ostras e tantos outros que têm vindo a povoar as mais diversas teorias na área do prazer.

Mas apesar da origem dos chamados alimentos afrodisíacos estar ligada a culturas da Antiguidade - como a egípcia, a maia, a grega ou a chinesa -, a verdade é que ainda há muitas dúvidas sobre o verdadeiro potencial destes alimentos. Os especialistas reconhecem que a fronteira entre verdade e mito é ténue. “Apesar de não haver uma comprovação científica sólida, também não se pode dizer que seja um mito”, explica o nutricionista Alexandre Fernandes, autor do livro ‘A Que Sabe o Amor’.

“Grande parte dos afrodisíacos tem na sua composição nutricional alguns nutrientes fundamentais para, por exemplo, a produção de hormonas sexuais ou então contribuir para maior energia e vigor sexual”, sublinha.

Há formas de catalogar estes alimentos e pode dizer-se que os olhos também comem. É o caso “da banana e do pepino, que se assemelham ao órgão sexual masculino, e da ostra e do mexilhão, que se associam visualmente ao órgão sexual feminino”, diz Alexandre Fernandes. O pêssego tem “a estética de duas nádegas” e a pera “semelhanças com as curvas do corpo feminino”. O melhor é deixar a imaginação fluir na hora de ir para o quarto...

O apetite sexual à mesa
A ostra é um dos alimentos mais comuns num contexto de ingredientes afrodisíacos, por ser rica em zinco, assim como a banana, que é uma boa fonte de potássio, o que contribui para uma função muscular adequada.

O anis tem compostos que são conhecidos por induzirem efeitos similares aos da testosterona, ou seja, aguçam a vontade de ter relações sexuais no homem.

Já a papaia potencia efeito semelhante no apetite sexual feminino, por conter compostos que interferem na produção de estrogénio.

O alcaçuz, por sua vez, tem o poder de aumentar a circulação sanguínea, estimulando ereções mais rápidas e duradouras.

Nutricionista Zélias Santos explica efeitos dos alimentos
-Existem mesmo alimentos afrodisíacos?
Zélia Santos – Cientificamente não se pode afirmá-lo. O que acontece é que os alimentos podem, pelos seus nutrientes, promover certas sensações que algumas pessoas interpretam como afrodisíacas. Estamos a falar, por exemplo, de sensações de calor ou o aceleramento do ritmo cardíaco que pode ser provocado pela ingestão de determinado tipo de ingrediente.

- Então é também uma questão emocional?
- Por outro lado, a comida também desperta sensações de bem-estar e prazer, sobretudo quando associada a determinados ambientes. A forma, a textura e a cor de determinados alimentos podem potenciar essa associação. n

"Somos o que comemos" - Catarina Gouveia
Aos 32 anos, Catarina Gouveia tornou-se numa referência para milhares de mulheres em Portugal devido ao seu estilo de vida saudável. “Somos o que comemos e, por isso, escolho ser paz, saúde, natureza, força e vida. Não sigo receitas e deixo-me inspirar pelas cores que guardo no frigorífico”, revelou numa partilha sobre alimentação nas redes sociais.

Mas a atriz nem sempre foi um exemplo. Tudo mudou há sete anos quando sofreu um problema hormonal, que a fez engordar e ficar com várias marcas de acne. Atualmente, opta por ingredientes ricos em vitaminas, como legumes e frutas, e excluiu em definitivo os açúcares. É através das redes sociais que Catarina Gouveia vai partilhando de forma diária receitas saudáveis com os seus admiradores. 

Cuidado ao escolher os seus favoritos
Tal como o cacau, considerado afrodisíaco por conter feniletilamina, também as especiarias apimentam muito mais do que o prato. Os temperos picantes elevam a transpiração e a pulsação, levando o corpo a gerar respostas fisiológicas semelhantes às da prática sexual. Mas também existem anafrodisíacos que podem dar, literalmente, um sabor amargo à paixão: é o caso da cebola, do alho e do álcool em excesso.

1 Pequeno-almoço . A primeira refeição de Catarina tornou-se viral. Prepara todos os dias panquecas de batata doce com fruta. Acompanha com sumo natural ou bebida vegetal.

2 Almoço . As saladas ricas em legumes embelezam e dão cor a qualquer prato, por isso a estrela da ficção da SIC sugere diferentes tipos de alimentos.

3 Sobremesas . Todas as semanas, Catarina dá a conhecer uma sobremesa saudável. A mais famosa é o bolo de mousse de chocolate sem açúcar ou manteiga.
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