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Como se ensinam os rapazes a serem feministas?

Não há frases como “pareces uma menina” ou “os rapazes não choram”. Todos partilham tarefas domésticas e dar o exemplo é mais importante do que conversar.
Por Carla Amaro 24 de Dezembro de 2019 às 10:00

Todos os dias, antes de irem para a escola, e mesmo ao fim-de-semana, Rodrigo e Tiago fazem a cama e arrumam o pijama. E quando chegam a casa, depois de fazerem os trabalhos, não são poupados às tarefas domésticas só por serem rapazes. "Pomos a loiça na máquina, arrumamos os quartos, damos comida e água ao cão e às gatas e às vezes também estendemos roupa", diz o mais velho, de 14 anos. Feminismo ou igualdade de género não são termos que estes irmãos ouçam em casa e Rodrigo admite mesmo não ter a certeza do que se trata, mas arrisca um significado: "Acho que é defender as mulheres e as raparigas."

Tânia Camilo, mãe de Rodrigo e Tiago, garante que não saberia educar os filhos de outra maneira. Para ela, a igualdade entre os géneros é uma coisa natural, até porque Tânia cresceu com esse exemplo. "Fui educada por uma mãe que se tornou mãe e pai ao mesmo tempo. Quando era necessário, usávamos o berbequim, o serrote, e o martelo e fazíamos ligações elétricas. Tudo, sem um homem em casa." E mesmo agora, tendo um homem em casa (o marido e pai dos filhos), a realidade não se alterou: "As coisas cá em casa são feitas pelos dois sem distinção. Posso estar a cortar a relva e ele a cozinhar ou a estender a roupa."

Educar pelo exemplo pode ser mais eficaz do que pelas palavras, no entanto, Tânia também não descarta o valor das conversas. "O exemplo contribui muito para a formação deles, mas é também importante que saibam que os homens e as mulheres têm, ou deviam ter, as mesmas oportunidades, incluindo no trabalho, com acesso igual e salário igual para a mesma função."

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