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Crianças de famílias pobres passam mais horas à frente de ecrãs

Ainda que tenham mais acesso à tecnologia, as crianças em agregados mais ricos usa-na menos que as mais pobres.
Por Juliana Nogueira Santos 30 de Outubro de 2019 às 17:29
Tecnologia faz mal às crianças
Tecnologia faz mal às crianças
Crianças e jovens de famílias cujos rendimentos são mais baixo passam em média mais duas horas à frente de ecrãs do que colegas em famílias mais ricas, aponta um estudo da Common Sense, uma organização não governamental norte-americana.

O cenário, aplicado à realidade dos Estados Unidos da América, aponta para que as famílias que têm mais dinheiro, ainda que tenham mais acesso às tecnologias, têm também mais acesso a uma maior diversidade de atividades extra curriculares e cuidados em geral.

Assim, e como aponta o estudo, jovens em famílias com rendimentos abaixo dos 35 mil dólares anuais passam em média oito horas e meia à frente de ecrãs (computadores, tablets, telemóveis, etc.) comparativamente às seis horas e 49 minutos das famílias com rendimentos mais baixos. 

"Para os utilizadores de tecnologia com menos rendimentos, as atividades que envolvam ecrãs são muito mais acessíveis comparadas com tantas outras opções que custam mais dinheiro", apontou Vicky Rideout, responsável pelo estudo, ao site Recode. "Até as escolas públicas cobram dinheiro pelas inscrições nas equipas de desporto."
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