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Diabetes tipo 2: saiba como reconhecer os sintomas e como prevenir a doença

Doença afeta muito a qualidade de vida das pessoas e nos primeiros anos consegue ser indetetável.
Por Ana Maria Ribeiro 7 de Fevereiro de 2020 às 01:30
Uma alimentação rica em gorduras é uma das ameaças à saúde humana e pode resultar em diabetes
Uma alimentação rica em gorduras é uma das ameaças à saúde humana e pode resultar em diabetes FOTO: Getty Images
A diabetes mellitus é uma doença na qual ocorre o aumento dos valores de açúcar no sangue (hiperglicemia). Há vários tipos de diabetes dependendo do mecanismo que conduz ao seu aparecimento. Na origem da doença podem estar defeitos na produção da insulina e/ou resistência à sua ação, com consequente elevação da glicemia. Os mais comuns são a diabetes mellitus tipo 1, a diabetes mellitus tipo 2 e a diabetes gestacional.

A diabetes tipo 2 é a mais comum. Segundo a Organização Mundial da Saúde, em 2014 havia cerca de 422 milhões de pessoas atingidas pela doença, que, como explica a endocrinologista Joana Costa, "está intimamente relacionada com a pandemia da obesidade". "Por esse motivo, veem-se cada vez mais casos diagnosticados na infância".

Na maior parte dos casos, a obesidade que leva à diabetes é causada por um estilo de vida pouco saudável. "A sedentarização da sociedade associada ao consumo calórico elevado têm como consequência o ganho progressivo de peso", diz a especialista. A Organização Mundial da Saúde estima que a sétima causa de morte em 2016 foi a diabetes.

Estima-se ainda que 1,6 milhões de mortes tenham sido diretamente causadas pela doença, ocorrendo em cerca de metade dos casos antes dos 70 anos. "A principal causa de morte nas pessoas com DM2 é a doença cardiovascular. É fundamental o tratamento e correção da glicemia", conclui Joana Costa.

SINTOMAS
Doença assintomática
A diabetes tipo 2 é uma doença crónica e progressiva que, durante os primeiros anos, pode ser completamente assintomática. O doente não faz ideia de que padece deste mal – o que pode atrasar o início do processo de tratamento durante muito tempo. Por isso se diz que é uma doença silenciosa, que pode permanecer na sombra durante vários anos.

Sede e perda de peso
A elevação súbita ou continuada dos níveis de glicemia no sangue pode causar aumento da sensação de sede, aumento da produção de urina, perda de peso (que pode chegar a ser bastante significativa) e alterações da visão (incluindo vista turva). Infelizmente, nem todos os pacientes reconhecem estes sintomas como indicação de que podem estar a ter sintomas da diabetes.

Pele seca e comichão
Podem ainda surgir secura da pele, prurido (comichão) e aumento da frequência de infeções nos diabéticos. Em alguns casos, os doentes sentem fome extrema, formigueiro nas mãos e nos pés. É normal que possam sentir perda de energia e fadiga excessiva. Pode ainda ocorrer uma cicatrização mais lenta.

PREVENÇÃO
Alimentação saudável
A alimentação fracionada com escolhas saudáveis, como os legumes frescos, alimentos ricos em fibras e frutas, deve ser promovida e instituída desde cedo na vida das crianças.

Más escolhas a evitar
Devem ser evitados alimentos pré-confecionados, ricos em gorduras ou em açúcares simples. Um estilo de vida sem stress, com consumo moderado de bebidas alcoólicas e, acima de tudo, evitar o uso do tabaco, são fatores importantes a ter em conta.

Pratique exercício
Para evitar a diabetes é fundamental praticar exercício físico regular, de forma moderada. Para que ninguém seja apanhado desprevenido, aconselha-se a toda a gente que faça a monitorização regular dos seus níveis de glicemia no sangue. Mais vale saber...

COMO SE TRATA
A elevação da glicemia durante anos conduz ao aparecimento das complicações crónicas da doença, que têm um impacto importante na qualidade de vida das pessoas. A diabetes é a principal causa de cegueira, doença renal crónica e de amputação dos membros não traumática.

O controlo do peso, ter hábitos alimentares saudáveis, não fumar, ter prática regular de exercício físico de intensidade moderada, podem prevenir ou atrasar o aparecimento desta doença. A medicação é fundamental, quando prescrita pelo médico.

O MEU CASO
"Descobri depois da menopausa"
Francisca tem atualmente 74 anos e descobriu que tinha diabetes após a menopausa, aos 56 anos. Foi em simples exames de rotina que Francisca soube o que tinha. Desde então, tudo mudou na vida da reformada. "Passei a ter mais cuidado com o que como e faço caminhadas diárias para controlar o nível de açúcar no sangue. É preciso ter disciplina para se conseguir combater a diabetes" , conta ao Correio da Manhã.
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