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Hipertensão arterial, um problema crónico

Fator de risco para o desenvolvimento de patologias graves como a doença arterial coronária, insuficiência cardíaca, AVC, doença renal, cegueira e demência.
Por Vanessa Fidalgo 29 de Janeiro de 2020 às 11:39
Médicos
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A circulação sanguínea, essencial para que o sangue chegue a todo o organismo, implica que haja pressão sobre as paredes das artérias. A esta pressão chama-se ‘tensão arterial’. No entanto, vários fatores — de ordem genética ou ambiental — podem fazer com que aumente e se torne perigosa.

De acordo com a Fundação Portuguesa de Cardiologia, a hipertensão arterial pode desencadear derrames, AVC ou doenças cardíacas, entre outras complicações, especialmente quando não é controlada. Os números relativos a Portugal não são animadores: apenas 50 por cento dos doentes sabem que sofrem desta patologia; 25 por cento estão medicados mas só 11 por cento têm a tensão controlada, de acordo com a fundação.

Sintomas
Tonturas e vertigens
São os mais comuns e geralmente também os primeiros sintomas de que a tensão está anormalmente elevada.

Hemorragias nasais
Um pico de pressão arterial também é uma causa comum e benigna dos sangramentos nasais na idade adulta.

Dores de cabeça

Muitos doentes hipertensos queixam-se de dores de cabeça, sobretudo na parte posterior (nuca), durante a manhã.

Zumbidos
Ocorrem sobretudo ao levantar e durante o período da manhã e podem surgir acompanhados de outros sintomas.

Distúrbios na visão
Podem ocorrer episódios de retinopatia hipertensiva detetados na observação do fundo do globo ocular por oftalmoscopia.

Desmaio
São comuns em plena crise hipertensiva. A tensão tem de ser prontamente controlada e o paciente tem de ser observado.

Sinal secundário
A tensão alta pode ser sintoma de problemas de tiroide, doenças renais ou endócrinas.

Prevenção
Alimentação
Ingerir mais frutas, legumes, saladas e sopas vai ajudar a controlar a pressão arterial.

Manutenção do peso
Manter o peso normal durante a idade adulta. A obesidade é um dos fatores de risco.

Sal
Reduzir o consumo de sódio (<6 g de cloreto de sódio ou <2,4 g de sódio por dia).

Grupos de risco
Fumadores, diabéticos e obesos têm maior predisposição para a doença e devem ser mais vigiados.

Desporto sem excessos
Pelo exercício consegue-se, em muitos casos, uma descida significativa dos níveis de tensão. Prefira os movimentos cíclicos como a dança ou a natação.

Como se trata
É essencial controlar a tensão arterial. Os valores normais situam-se entre os 80 e os 120 (intervalo entre a pressão diastólica ou ‘mínima’ e a pressão sistólica ou ‘máxima’). Se os valores ultrapassarem os 90-140 significa que está hipertenso. O tratamento sem fármacos implica mudar hábitos de vida, sendo muitas vezes suficiente para baixar os níveis da tensão arterial. Só numa segunda instância pode ser necessário recorrer a fármacos anti-hipertensivos prescritos pelo médico, segundo as características de cada paciente.

Onde medir: Na farmácia ou em casa 
A tensão arterial pode ser medida em casa ou na farmácia. Deve repousar 15 minutos antes da medição, evitar ingerir substâncias estimulantes, como café, álcool ou tabaco até 30 minutos antes. Evite roupas apertadas.
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