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Psoríase: o que é, sintomas e como prevenir

Doença manifesta-se entre os 15 e os 30 anos e entre os 50 e os 60 anos e pode surgir como consequência do stress.
Por Ana Maria Ribeiro 10 de Fevereiro de 2020 às 01:30
A psoríase tem um impacto importante na qualidade de vida dos doentes, sobretudo nas relações interpessoais
Sandra Picoto
A psoríase tem um impacto importante na qualidade de vida dos doentes, sobretudo nas relações interpessoais
Sandra Picoto
A psoríase tem um impacto importante na qualidade de vida dos doentes, sobretudo nas relações interpessoais
Sandra Picoto
A psoríase é uma doença inflamatória crónica da pele que afeta 2 a 3% da população mundial, segundo a estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), com um impacto psicossocial grave no doente.

A causa do aparecimento da doença parece ser multifatorial e, segundo Susana Vilaça, coordenadora da Unidade de Dermatologia do Hospital Lusíadas Porto, a psoríase "pode manifestar-se em vários membros da família, tendo uma base genética comum", embora frequentemente seja "desencadeada por fatores externos, como infeções, toma de medicamentos, lesões e stress". Não é transmitida de mãe para filho.

A maior parte dos casos de psoríase manifesta-se pela primeira vez através de lesões na pele que costumam surgir entre os 15 e os 30 anos, mas também entre os 50 e os 60. "Apresenta-se sob várias formas, sendo a mais frequente a psoríase em placas", explica a médica, "e caracteriza-se pelo aparecimento de lesões vermelhas e descamativas, frequentemente localizadas de forma simétrica nos joelhos, cotovelos e couro cabeludo".

Pode também atingir as unhas e articulações (psoríase ungueal e artropática). As manifestações e severidade da psoríase são variáveis e têm "um impacto importante na qualidade vida, sobretudo nas relações interpessoais mas também no estado geral de saúde do doente", pois podem estar associadas a doenças como diabetes, doença cardíaca e depressão. Não é transmissível.

SINTOMAS
Os mais comuns
Na psoríase mais vulgar dá-se o aparecimento de placas avermelhadas na pele, cobertas com escamas esbranquiçadas ou prateadas. Podem doer e sangrar.

Articulações afetadas
A psoríase artropática afeta as articulações. Atinge entre 10 a 40 por cento dos pacientes e pode causar muita dor. 

Psoríase invertida
Atinge as regiões húmidas da pele (axilas, virilhas e região abaixo da mama). Produz lesões avermelhadas mas não escama. Os sintomas podem agravar-se com o suor e o atrito da pele.

Doença em gotas
Na psoríase gutata (ou em gota), encontram-se pequenas lesões em forma de gota, sobretudo no tronco, braços, pernas e couro cabeludo.

Com pústulas
A psoríase pustulosa caracteriza-se por vesículas ou bolhas de pus não infeccioso.

Descamar das unhas
À psoríase que atinge as unhas chama-se psoríase ungueal. As unhas podem descolar da pele, soltar-se ou esfarelar.

PREVENÇÃO
Controlar a doença
Pode-se ajudar a controlar e mesmo evitar agudizações da psoríase. Sabe-se que hábitos de vida saudáveis e alguns cuidados diários diminuem as manifestações desta doença.

Hábitos a reter
A prática regular de exercício físico, uma alimentação saudável e evitar o consumo de tabaco e de álcool, são as primeiras regras a seguir quando se quer manter a psoríase sob controlo.

Outras práticas
Para ajudar no combate à psoríase recomenda-se ainda a helioterapia (exposição solar), a aplicação na pele de emolientes, hidratantes e agentes queratolíticos (substâncias que dissolvem ou destroem a camada córnea da pele). A consulta de um médico especialista é um momento fundamental de qualquer terapêutica.

COMO SE TRATA
Existem múltiplos tratamentos para a psoríase, que devem ser individualizados e adaptados a cada pessoa. As abordagens terapêuticas devem ser sempre monitorizadas por um dermatologista, com apoio de outras especialidades como Endocrinologia, Imunologia, Cardiologia e Psicologia.

Os tratamentos mais comuns para a psoríase são: corticoides, análogos da vitamina D, ácido salicílico e tazaroteno, radiações ultravioletas (fototerapia), medicamentos orais e agentes biológicos. Importante é que o doente saiba que não está sozinho.

O MEU CASO: "Cheguei a usar franja nas aulas", Sandra Picoto (40 anos, professora no Porto)
"A doença foi diagnosticada aos 6 anos, e felizmente a minha filha não a tem. A dar aulas, cheguei a usar franja para não impressionar os alunos. Desde que iniciei o tratamento biológico, a doença está controlada", conta.
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