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Quais são os sintomas que separam a Covid-19 da gripe e da constipação?

A febre é rara na constipação mas comum na gripe e no novo coronavírus. O cansaço e as dores musculares são mais comuns na gripe. Mas só a Covid-19 causa dificuldades respiratórias.
Por Diogo Camilo 2 de Outubro de 2020 às 18:16

O outono já chegou e o inverno aproxima-se. Com a chegada destas estações do ano, surgem também as constipações e gripes que, em tempo de pandemia de Covid-19, podem tornar mais difícil o diagnóstico do novo coronavírus.

As três doenças, embora com sintomas mais ou menos graves, são provocadas por vírus que causam, em maior ou menor escala, com diferentes formas e com maior ou menor frequência, fadiga, dores musculares, febre, tosse, garganta seca, dor de cabeça, nariz entupido e perda de olfato.

Como distinguir qual é qual? E como eliminar suspeitas das outras duas para se saber qual das três doenças reproduz os sintomas que se manifestam?

De acordo com dados do Serviço Nacional de Saúde de Inglaterra, o jornal Guardian fez um guia com os sintomas mais comuns e mais raros das três doenças.

Veja aqui e compare os sintomas de cada uma.

A Covid-19 consegue diferenciar-se de uma comum constipação através da febre, que é mais comum com o novo coronavírus, e através da tosse, que é mais seca com este novo vírus. Na constipação é normal o espirro, que não acontece com a Covid-19. A doença que provocou uma pandemia também se pode manifestar-se ocasionalmente através de falta de ar (que não acontece nem em gripes, nem constipações) e muito raramente leva a que o nariz fique entupido – ao contrário da gripe e constipação.

Do outro lado, a gripe talvez seja mais semelhante à Covid-19 que a constipação. Ambas levam a febres altas, em ambas o espirro não acontece e as duas caracterizam-se pela tosse seca. O que as diferencia são a frequência de sintomas.

O nariz entupido, o cansaço, as dores musculares e de cabeça são mais comuns na gripe, a perda de olfato, a falta de ar e a diarreia são mais comuns na Covid-19. Ambas se caracterizam pela tosse seca e por não darem lugar a espirros.

A 16 de agosto, data em que a Direção-Geral de Saúde (DGS) disponibilizou o último relatório em que estavam presentes as percentagens em que cada sintoma da Covid-19 se manifestava em infetados, o sintoma mais frequente era a tosse, com 34% dos casos confirmados a registarem o sintoma.

O segundo sintoma mais frequente foi a febre, com 27% dos infetados a manifestarem temperaturas febris. Cefaleia (dores de cabeça) e dores musculares foram sintomas registados em 20% dos casos e fraqueza generalizada foi observada em 14% dos casos. Quase 10% dos casos confirmados de Covid-19 manifestou dificuldade respiratória.



Sintomas da Covid-19 podem durar meses e meses 
Uma gripe ou uma constipação podem ser mais ou menos fugazes, mas os efeitos a longo prazo da Covid-19 são ainda desconhecidos - bem como a maneira como esta se manifesta no nosso corpo. De acordo com dados citados pelo Guardian, cerca de um em cada 20 pacientes da Covid-19 experienciam sintomas a longo prazo, mas de maneira faseada. Eles aparecem, mas podem desaparecer e aparecer novamente. E não se sabe se este "longo prazo" significa dois, três meses ou mais. O mais semelhante ao vírus neste aspeto é a doença tropical dengue.

O mesmo acontece com testes. Resquícios de material genético podem levar a um teste positivo de pacientes que já tinham sido dados como recuperados, o que não significa que se trate de reinfeção - que já foram provadas com o novo coronavírus, mas não em número significativo.

Portugal tem atualmente mais de 24 mil casos ativos e 10 mil destes já existiam há mais de um mês - o que significa que muitos destes casos podem não manifestar sintomas no dia a dia, mas continuam a testar positivo e podem manifestar sintomas da Covid-19 esporadicamente.

A pandemia já provocou mais de um milhão de mortos e mais de 33,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.957 pessoas dos 74.029 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da DGS.

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