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Não, a zaragatoa do teste à Covid-19 não danifica o cérebro

Nas redes sociais surgem publicações que alegam que a zaragatoa "fura" a barreira hematoencefálica. Não corresponde à verdade.
23 de Julho de 2020 às 12:44
Nas redes sociais, têm sido partilhadas publicações que indicam que o teste à Covid-19 - feito com uma zaragatoa que recolhe vestígios da garganta ou nariz - danifica o cérebro. As alegações adiantam ainda que o órgão pode ficar inflamado - e tudo isto não é verdade. 

A AFP falou com dois especialistas. Nas redes sociais, é escrito que a zaragatoa "fura" a barreira hematoencefálica, que é um revestimento que separa o sangue que circula o sistema nervoso central do resto do sistema circulatório. "A zaragatoa não toca na barreira hematoencefálica nem a coloca em perigo. Não ameaça o sistema nervoso de maneira nenhuma", garante John Dyer, imunologista e professor na Universidade de New South Wales, Austrália. 

O epidemiologista John Matthews, da universidade de Melbourne, frisa o mesmo: "As zaragatoas não colocam a barreira hematoencefálica em perigo de maneira nenhuma."

O procedimento do teste pode ser doloroso, mas permite às zaragatoas chegar aos locais onde o vírus mais se multiplica, na garganta e nariz. Estas zonas estão longe do cérebro e, além disso, existe ainda a estrutura óssea do crânio que nos protege.
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