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Demência em Portugal afeta cerca de 182 mil pessoas

Alzheimer representa 60 a 70 por cento dos casos de demência diagnosticados em todo o Mundo.
Por Francisca Genésio 3 de Setembro de 2017 às 09:23
Demência
As palavras cruzadas obrigam a uma maior concentração e associação de factos. É uma das atividades lúdicas mais úteis na prevenção das demências
Os animais de companhia podem ser usados para estimular o convívio social dos doentes, bem como a prática de exercício físico
Demência
Demência
As palavras cruzadas obrigam a uma maior concentração e associação de factos. É uma das atividades lúdicas mais úteis na prevenção das demências
Os animais de companhia podem ser usados para estimular o convívio social dos doentes, bem como a prática de exercício físico
Demência
Demência
As palavras cruzadas obrigam a uma maior concentração e associação de factos. É uma das atividades lúdicas mais úteis na prevenção das demências
Os animais de companhia podem ser usados para estimular o convívio social dos doentes, bem como a prática de exercício físico
Demência
Estima-se que existam 182 mil pessoas com demência só em Portugal. A cada três segundos, é diagnosticado um novo caso no Mundo. No total, são afetadas 47,5 milhões de pessoas e só a doença de Alzheimer representa 60% a 70% de todos os casos, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.

Atualmente, a doença de Alzheimer não é reconhecida como um problema de saúde pública em Portugal e o País não tem um Plano Nacional para a Demência, algo que a associação Alzheimer Portugal reclama ao Estado há cerca de 17 anos.

"O plano é fundamental para ajudar a diminuir o estigma associado à demência, ajudando a reduzir o isolamento, a baixa autoestima, a depressão e aumentando a qualidade de vida e autonomia das pessoas com demência", diz ao José Carreira, Presidente da Alzheimer Portugal.

A associação apela também à criação do Estatuto do Cuidador Informal em Portugal, um sistema que visa a criação de uma licença paga aos cuidadores, para que estes possam prestar o auxílio necessário aos doentes.

Familiares devem estar atentos a sinais de alerta 
Os sintomas de demência são vulgarmente confundidos com sinais de envelhecimento, embora a ligação entre os dois seja um mito. Apesar de existirem vários tipos de demência, estes partilham sinais de alerta muito semelhantes.

As pessoas próximas do doente devem estar, por isso, atentas a comportamentos como a confusão ou o esquecimento de uma parte ou da totalidade de um acontecimento, a perda progressiva da capacidade de seguir indicações verbais ou escritas, incapacidade de entender histórias, de realizar tarefas domésticas, confusão com datas e/ou locais e não ser capaz de recordar, por exemplo, as atividades realizadas durante um dia completo.

Não existe ainda uma cura para a demência, mas existem diversos tratamentos para este grupo de doenças, com medicamentos ou terapias. Os jogos de cartas ou palavras cruzadas, por exemplo, permitem a estimulação cognitiva. Também o convívio social, a prática de exercício físico e o contacto regular com animais, ajudam a manter a qualidade de vida dos diagnosticados.
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