Barra Cofina

Como o exercício físico pode ajudar a tratar a depressão

Treinar regularmente é benéfico para a saúde física e mental: um novo estudo revela que o exercício físico funciona como antidepressivos nos adultos.
Por Inês Esteves 15 de Setembro de 2020 às 08:27
Como o exercício físico pode tratar a depressão
Como o exercício físico pode tratar a depressão FOTO: Unsplash

Já se sabe que a atividade física tem propriedades antidepressivas, como o estudo recente feito pelo BMC Public Health indica, este tem benefícios contra a depressão que abrangem a população no geral, de todas as faixas etárias.

Esta semana, saiu um novo estudo feito pela Universidade de Rutgers que continua a evidenciar a relação entre o exercício físico e os antidepressivos – este estudo conclui que exercício aeróbico (cardio) tem capacidades antidepressivas bastante eficazes entre adultos diagnosticados com depressão profunda. Estes resultados foram publicados no jornal Psychological Medicine.

Este estudo examinou como os indicadores cerebrais relacionados com a sensação de recompensa/felicidade do cérebro e controlo cognitivo podem ajudar a prever a probabilidade de se desenvolver uma depressão grave, ao beneficiar de oito semanas de exercício aeróbico moderado.

Foram recrutados 66 jovens adultos diagnosticados com depressão profunda. Metade dos jovens tiveram de realizarexercícios aeróbicos de intensidade moderada, e a outra metade não fazia cardio, fazia apenas exercícios de alongamento de intensidade leve durante 8 semanas, ambas as metades 3 vezes por semana. Os sintomas depressivos foram avaliados antes, durante e depois das 8 semanas. Os investigadores também estudaram a capacidade cerebral do processamento da recompensa (recompensa positiva) e do controlo cognitivo (negatividade relacionada com o erro) antes e depois das intervenções de ambos os exercícios.

Observou-se que o exercício aeróbico (de intensidade moderada) teve mais eficácia em reduzir os sintomas da depressão. Em média, o grupo do cardio reduziu 55% dos sintomas, enquanto o grupo dos alongamentos reduziu os sintomas 31%.

Os investigadores acrescentam também que os participantes com maior capacidade de processamento da recompensa e mais sintomas de depressão severa quando o estudo começou são mais propícios a responder melhor ao exercício aeróbico como tratamento, ao invés de um tratamento regular para depressão clínica.

Apesar dos resultados surpreendentes, os investigadores afirmam que a investigação tem de ser replicada, e tem de ser estudado se o exercício tem a mesma eficácia como antidepressivo nos adolescentes e se funciona em adultos que não reajam bem aos tratamentos tradicionais da depressão.  

Relacionadas
Notícias Recomendadas
Família

Histórias de infidelidade em tempos de Covid-19

Na vida em casal, a convivência permanente pode ocasionar uma série de intempéries, à partida nada que não se resolva ou assim garantem os especialistas. O problema é quando o tal infortúnio veste o nome de infidelidade. Como lidar como uma traição que tem de ser gerida entre as quatro paredes de uma casa, e sem qualquer tipo de escape?

Menopausa

Fátima Lopes: “Cabe a nós mulheres, falarmos com orgulho da menopausa”

“Estou com a menopausa, e agora?”. De acordo com especialistas, esta é a questão que mais mulheres levantam quando se deparam com aquela nova fase das suas vidas. Em Mulheres sem Pausa, conversa-se acerca da Menopausa de forma descomprometida, sem receios ou preconceitos. Tal como deve ser.