Barra Cofina

Internados com Covid-19 continuam com sintomas meses depois da infeção

Estudo da Universidade de Oxford aponta que 64% dos pacientes hospitalizados com o novo coronavírus apresenta falta de ar 2 a 3 meses depois de serem infetados. E quase 40% tem sintomas de depressão.
Por Diogo Camilo 19 de Outubro de 2020 às 18:00
A SÁBADO no Hospital Curry Cabral durante a pandemia de covid-19 - novo coronavírus
A SÁBADO no Hospital Curry Cabral durante a pandemia de covid-19 - novo coronavírus

A Covid-19 tem efeitos imediatos, com mais de um milhão de vítimas da pandemia entre mais de 40 milhões de infetados, mas tem também efeitos a longo prazo. Um estudo da Universidade de Oxford mostra que a grande maioria dos pacientes internados com o novo coronavírus continuam a experienciar sintomas da doença, como a falta de ar ou cansaço, meses depois do seu diagnóstico e de estarem curados. E a pandemia também aumenta o risco de sofrerem de ansiedade e depressão.

Numa pré-publicação divulgada este domingo, cientistas de Oxford detetaram ainda anomalias em vários órgãos e inflamações persistentes em sobreviventes da Covid-19.

Dois a três meses depois de receberam alta de hospitais, 64% dos pacientes com o novo coronavírus abordados pela investigação experienciaram falta de ar e 55% relatou sentir cansaço generalizado.

De acordo com o estudo, infetados pela Covid-19 que já foram hospitalizados também vêm aumentar a sua probabilidade de apresentarem sintomas de média ou grave ansiedade (de 10% para 35%) e de depressão (17% para 39%).

Os números mais problemáticos vai para as anormalidades observadas em múltiplos órgãos: mais de metade dos pacientes estudados (60%) apresentaram anomalias nos pulmões após a infeção, enquanto 29% mostraram problemas nos rins, 26% no coração e 10% no fígado.

O estudo concluiu ainda que a infeção pela Covid-19 veio diminuir a tolerância de pacientes com Covid-19 para o exercício e a distância percorrida por estes em seis minutos.

Para a investigação foram alvo de estudo 58 pacientes internados com a Covid-19, com idade média de 55 anos. Destes, 21 precisaram de ser internados nos cuidados intensivos devido à doença.

Não é a primeira vez que são conhecidos casos em que os sintomas da Covid-19 continuam meses depois do diagnóstico e não existem estudos sobre os efeitos a longo prazo da doença que permitam saber se estes permanecerão meses ou anos depois da primeira infeção.

Em setembro foi conhecido o caso de Charlie Russel, de 27 anos, que havia sido infetado pelo novo coronavírus em março. Desde então, o jovem britânico experienciou dores no peito, dores de cabeça constantes, falta de ar, tonturas e um cansaço constante.

Um artigo publicado pela revista Science em abril alertava já para os efeitos persistentes do vírus em doentes internados em cuidados intensivos devido à covid-19, mesmo depois de recuperados. O vírus danifica não apenas os pulmões mas também os rins, os vasos sanguíneos, o coração, o cérebro e outros órgãos, segundo a revista, que acrescentava serem ainda desconhecidos os problemas a longo prazo causados pelo novo coronavírus.

Notícias Recomendadas
Família

Histórias de infidelidade em tempos de Covid-19

Na vida em casal, a convivência permanente pode ocasionar uma série de intempéries, à partida nada que não se resolva ou assim garantem os especialistas. O problema é quando o tal infortúnio veste o nome de infidelidade. Como lidar como uma traição que tem de ser gerida entre as quatro paredes de uma casa, e sem qualquer tipo de escape?

Menopausa

Fátima Lopes: “Cabe a nós mulheres, falarmos com orgulho da menopausa”

“Estou com a menopausa, e agora?”. De acordo com especialistas, esta é a questão que mais mulheres levantam quando se deparam com aquela nova fase das suas vidas. Em Mulheres sem Pausa, conversa-se acerca da Menopausa de forma descomprometida, sem receios ou preconceitos. Tal como deve ser.

Bem Estar e Nutrição

Não consegue dormir? Experimente esta técnica

Ultimamente o stress e os problemas de sono têm emergido cada vez mais com a pandemia como tela de fundo… Este livro ensina-nos a (milagrosa) técnica japonesa que promete ajudar a dormir.