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Perdas urinárias aumentam com gravidez

Um longo período de tempo entre a dilatação completa da mulher e o nascimento do bebé pode alterar a força do pavimento pélvico.
Por Daniela Polónia 2 de Setembro de 2017 às 10:34
Esforço a expulsar o bebé enfraquece os músculos
Parto
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Esforço a expulsar o bebé enfraquece os músculos
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Esforço a expulsar o bebé enfraquece os músculos
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Uma mulher que três meses após o parto sofra de incontinência urinária tem cerca de 92 por cento de probabilidade de ainda ter esse problema cinco anos mais tarde.

"Pode continuar a perder urina até essa altura de forma contínua ou ter alguma melhoria e, com o envelhecimento, a incontinência volta", explica a ginecologista e obstetra Sofia Alegra.

A gravidez é um fator de risco para as perdas urinárias devido à pressão do útero sobre os músculos do pavimento pélvico, que recobrem a região entre a vagina e o ânus e dão suporte à uretra. Ter incontinência urinária durante a gravidez potencia o risco de as perdas involuntárias existirem no pós-parto.

"Se o período de tempo em que a mulher tem a dilatação completa e o bebé nasce for muito grande, há compressão de algumas estruturas nervosas, os músculos podem atrofiar mais tarde e levar a uma alteração da força muscular do pavimento pélvico. Este aspeto é também determinante para o aparecimento da incontinência urinária", afirma a médica do HospitaCufuf Descobertas, em Lisboa.

Este é um problema que tem cura, através de exercícios de Kegelel - contração relaxamento dos músculos do períneo- que devem ser feitos três vezes por dia, com várias repetições, mantendo a contração cada vez mais tempo. Se for à casa de banho e suspender o fluxo de urina, a mulher irá perceber quais os músculos em causa. "Os exercícios podem ser feitos em qualquer sítio e em qualquer momento porque ninguém vai perceber", garante a ginecologista Sofia Alegra.
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