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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

MAAT recebeu 375 mil visitantes no ano passado

Mais de metade destes eram portugueses.

16 de janeiro de 2018 às 09:35

O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, recebeu um total de 375 mil visitantes no ano passado, sendo 69% nacionais e os restantes estrangeiros, indicou esta terça-feira à agência Lusa fonte desta entidade.

Localizado em Belém, o MAAT reúne os espaços expositivos do antigo edifício da Central Tejo, e o novo edifício, projetado pelo ateliê AL_A, da arquiteta Amanda Levete, inaugurado em outubro de 2016.

De acordo com fonte da comunicação da Fundação EDP, o MAAT tinha recebido 364 mil visitantes em 2016, sendo, desses, 150 mil no novo edifício - entre outubro e dezembro -, e os restantes na Central Tejo, entre janeiro e dezembro.

As entradas nos vários espaços expositivos do MAAT foram gratuitas até março de 2017.

Relativamente às cinco exposições mais visitadas em 2017, "Utopia/Distopia Parte II", com vários artistas, liderou, seguindo-se "Yo nunca he sido surrealista hasta el día de hoy", de Carlos Garaicoa, "Tensão & Conflito. Arte em vídeo após 2008", de vários artistas, "Shadow Soundings", de Bill Fontana, e "Untitled (Orchestral)", de João Onofre.

Em 2017, o MAAT foi um dos quatro projetos finalistas portugueses selecionados pelo Prémio Mies van der Rohe de arquitetura, promovido pela Comissão Europeia.

Os outros projetos finalistas construídos em Portugal eram a Casa em Oeiras, do ateliê Pedro Domingos Arquitetos, a Sede da EDP em Lisboa, pelo ateliê Aires Mateus, e o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, por Álvaro Siza Vieira.

O novo edifício do MAAT - com sete mil metros quadrados - está inserido numa área total de 38 mil metros quadrados, que a Fundação EDP ocupa na margem norte do rio Tejo.

A Central Tejo - central termoelétrica que foi propriedade das antigas Companhias Reunidas de Gás e Eletricidade (CRGE), na base da atual EDP -, abasteceu de eletricidade toda a cidade e região de Lisboa, de 1909 a 1951, tendo continuado a funcionar, como central de reserva, até 1972.

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